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Um grupo de pessoas que se diz vítima de negligência médica protestou na galeria da Assembleia Legislativa do Amazonas, na manhã desta quarta-feira, contra o sistema Hapvida. O deputado Rozenha representou os manifestantes cobrando punição para a empresa, que acumula mais de 44 mil processos no Brasil por descumprimento de serviços de saúde, de acordo com o parlamentar.
Ana Paula, mãe de uma das vítimas, Lohayne Beatriz, que tinha 20 anos, relatou que antes do óbito sua filha postou status de WhatsApp de que não estava recebendo atenção e cuidados necessários no hospital, com médicos concedendo alta hospitalar sem realizar exames e somente depois de alguns dias pediram exames que detectaram alterações, no entanto a jovem não resistiu.
Ana Paula destacou que a manifestação é uma forma de cobrar justiça por uma perda irreparável e que pode voltar a acontecer, já que a empresa continua atuando no mercado brasileiro e é uma das principais no Amazonas.
“Estou aqui, junto com outros pais, em busca de justiça por nossos grandes e verdadeiros amores, nossos filhos. Nossos filhos foram vítimas da negligência da rede hospitalar Hapvida, e temos provas da negligência”, afirma.
O deputado Rozenha disse que a empresa é “um plano de saúde que mata, sequela e deixa em estado vegetativo” e que “atende quase 10% da população do Amazonas e que não atende todas essas pessoas com boa estrutura. A estratégia de mercado da Hapvida é a escala, vende milhares de planos de saúde por preços baixos, derruba a concorrência, mas não atende com qualidade a todos esses”, afirmou o deputado.
A sessão ocupou parte do grande expediente com cobranças à medidas judiciais para a empresa. Alguns parlamentares, como Joana Darc, Dra. Mayara e Mário César Filho se pronunciaram a favor da causa.
A equipe do Diário da Capital tentou contato com a Hapvida, mas até o fechamento da matéria não obteve retorno.
