Leia Também
O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), foi à sede da Polícia Federal no Amazonas para denunciar a circulação de um aúdio que, supostamente, foi manipulado por inteligência artificial (IA).
A gravação, com a voz que simula a do prefeito, ataca os professores da rede municipal e aborda o pagamento do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) que neste ano não será pago aos profissionais.
"O que mais tem é professor vagabundo, que quer dinheirinho de mão beijada. Eu não paguei o Fundeb, mas o povo esquece. Vai ver", diz o áudio disparado em grupos de Whatsapp nesta quinta-feira (21).
Durante coletiva de imprensa, a PF afirmou ter identificado duas pessoas envolvidas no caso, após análise preliminar realizada nesta sexta-feira (22).
“Por enquanto a gente tem duas pessoas identificadas e vão ser chamadas para serem ouvidas. Claro que isso é uma investigação inicial, tivemos contato com os fatos agora, então vamos começar a investigação, ouvir essas pessoas, saber por que elas estão circulando [o áudio], de onde surgiu isso, e qual o objetivo delas com essa circulação”, disse Rafael, delegado responsável pela investigação.
O superintendente da Polícia Federal no Amazonas, delegado Humberto Ramos, destacou ainda que a investigação vai buscar identificar e punir todos os responsáveis pelo crime. “Não existe anonimato na internet. Qualquer tipo de montagem, fake news, utilização de inteligência artificial, de maneira indevida, com objetivo eleitoral, será investigada, e seus autores identificados e punidos”.
Já David Almeida reforçou que o áudio se trata de uma montagem, afirmando que jamais faria um ataque a professores, profissionais que ele diz ter uma grande admiração e respeito.
“Se vocês ouvirem o áudio, tentam colocar como se eu estivesse falando para os professores. Todo mundo sabe da minha ligação com os professores. E agora tivemos o problema com relação ao repasse do abono , em função da queda das receitas do Fundeb. E exatamente aproveitando essa questão do não pagamento do abono aparece essa fala para me colocar em rota de colisão com os professores, a quem tenho o maior respeito. Inclusive fui eu que iniciou o pagamento do abono aos professores, quando fui governador interino em 2017”, disse.
Para Almeida, os ataques têm ligação direta com a eleição de 2024. “Anteciparam a eleição. Eu só queria falar após o Carnaval, mas anteciparam muito o processo eleitoral. Ontem fui vítima de vários ataques”.
