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<p>A cúpula sobre o Novo Pacto Financeiro Global, realizada em Paris, teve como destaque em seu primeiro dia a primeira-ministra de Barbados, Mia Mottley, que fez um forte apelo por uma "transformação absoluta" do sistema financeiro global, em vez de uma simples reforma. Mottley ressaltou que a reforma das instituições existentes, como o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI), não será suficiente para combater a crescente desigualdade no mundo.</p>
<p>A primeira-ministra de Barbados destacou a importância de incluir o capital das grandes empresas privadas na equação para resolver o problema. Além disso, ela enfatizou que o desenvolvimento das nações de baixa renda deve avançar paralelamente à luta contra a pobreza, o investimento em energia limpa e o fortalecimento das estruturas para enfrentar as mudanças climáticas.</p>
<p>Outra figura proeminente no evento foi a ativista climática ugandense Vanessa Nakate, que criticou as promessas não cumpridas pelos países em relação às metas da crise climática. Ela exigiu ação concreta dos chefes de Estado para abandonar gradualmente o uso de combustíveis fósseis.</p>
<p>O presidente francês, Emmanuel Macron, anfitrião da cúpula, fez um discurso mais moderado, pedindo um choque de financiamento público e uma ajuda mais efetiva aos países pobres contra o aquecimento global, sem defender um novo sistema financeiro específico.</p>
<p>Além de Mottley e Macron, outros líderes mundiais presentes na cúpula incluem o ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente colombiano Gustavo Petro, o presidente cubano Miguel Díaz-Canel, o presidente sul-africano Cyril Ramaphosa e o secretário-geral da ONU, António Guterres. A cúpula visa discutir caminhos para um novo pacto financeiro global, buscando soluções mais justas e sustentáveis para os desafios econômicos e climáticos enfrentados pelo mundo.</p>
