Na noite da última quinta-feira (11), estreou na Temporada dos Corpos Artísticos o espetáculo “Carmina Burana”, executado pela Orquestra Amazonas Filarmônica e Coral do Amazonas, com a participação do Balé Folclórico do Amazonas.
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Sob a regência do maestro Marcelo de Jesus, a ópera foi apresentada a uma plateia formada por amazonenses e, em grande parte, por turistas alemães, conterrâneos do compositor Carl Orff, que criou a obra.
O que era para ser uma noite grandiosa, no entanto, foi um momento de grandioso desconforto, tanto para quem foi assistir, quanto para quem foi apresentar: relatos contam que o ambiente dentro do Teatro Amazonas, onde ocorreu o evento, estava “insuportável”, uma vez que o sistema de climatização estava, aparentemente, desligado, e ventiladores precisaram ser colocados no local.



Espectadores informaram que a apresentação foi reduzida em 30 minutos, e ao final o maestro Marcelo de Jesus chegou a pedir desculpas à plateia pela situação, com visível indignação, e falou que só prosseguiram com o concerto em respeito ao público, mas que estava “quase impossível apresentar-se ali”.
O problema, porém, não é recente. Pessoas ligadas à casa de espetáculos destacam que o sistema de refrigeração do Teatro é muito antigo, com peças raras e escassas, o que, para além de uma simples e imediata manutenção, pediria uma troca completa e milhões aos cofres do Estado – que em 2024 não disponibilizou nem mesmo verba para a edição de 2024 do Festival Amazonas de Ópera, que não ocorrerá neste ano.
Nas redes sociais do Teatro, o público manifestou sua insatisfação com a gestão do principal ponto turístico do Amazonas:

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Em vídeos de divulgação enviados pelo próprio Governo do Amazonas à imprensa, é possível não apenas ver os ventiladores espalhados pelo local, como ouvir o ruído que fizeram durante a apresentação.
Vale lembrar que o espetáculo em questão não teve acesso gratuito, com ingressos custando entre R$ 25 e R$ 60.
O Diário da Capital entrou em contato com a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas (SEC) diversas vezes para tratar sobre o assunto, mas foi respondido apenas com um “vamos verificar”. Até o fim desta edição, nenhuma resposta havia sido emitida.
