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Na sessão realizada nesta quinta-feira (24), a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro aprovou medidas importantes para suas investigações. Entre as decisões tomadas, destaca-se o acesso aos dados da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) e do hacker Walter Delgatti Neto. Além disso, foi aprovada a reconvocação do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro.
O tenente-coronel Mauro Cid já havia sido chamado para depor na CPMI em julho, porém, na ocasião, optou por permanecer em silêncio diante das perguntas dos parlamentares. Cid está envolvido em uma investigação sobre a falsificação de dados de vacinação da Covid-19 e deve prestar depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Atos Antidemocráticos da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).
No tocante ao hacker Walter Delgatti Neto, ele prestou depoimento à Polícia Federal no último dia 16. Ele é investigado por invadir e inserir dados falsos nos sistemas de tecnologia do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em janeiro deste ano, período próximo aos atos antidemocráticos. Delgatti Neto alegou ter realizado a invasão a pedido de Carla Zambelli e afirmou ter recebido R$ 40 mil da deputada, embora Zambelli negue as acusações. Para verificar a veracidade das informações, a CPMI aprovou o acesso aos sigilos.
Além do acesso aos dados da deputada Carla Zambelli, a CPMI também obterá informações sobre o marido dela, Antonio Aginaldo de Oliveira, e do irmão, deputado estadual Bruno Zambelli (PL-SP). A relatora da comissão, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), apresentou os requerimentos de acesso aos dados dos três. A CPMI também aprovou outros requerimentos para auxiliar nas investigações em curso.
