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<p>Na última quinta-feira, 13, o presidente e Ministro dos Transportes da Coanvisa, Ramón Velásquez, informou através das suas redes sociais, a inauguração da rota entre Puerto Ordaz, no estado de Bolívar, e Manaus. A retomada dos voos regulares ao Brasil acontece por meio da estatal Consórcio Venezuelano de Indústrias Aeronáuticas e Serviços Aéreos (Conviasa), a primeira companhia aérea a reconectar a Venezuela e o Brasil com um serviço sem escalas desde o início da pandemia em 2020.</p>
<p>Os voos estão sendo operados pelo Embraer E190, com capacidade para receber até 104 passageiros, com configuração única em classe econômica. Residentes da capital amazonense também poderão efetuar conexões para Caracas (CCS) e outros destinos atendidos pela companhia aérea venezuelana. Tarifas promocionais estão disponíveis a partir de US$ 228 (cerca de R$ 1123,65) somente ida.</p>
<p>"Com um voo semanal, a nossa principal companhia aérea, Conviasa, iniciou as operações entre Puerto Ordaz, na Venezuela, e Manaus, no Brasil, facilitando o turismo e o comércio entre as duas nações. Continuamos a cumprir o plano de expansão ordenado pelo presidente Nicolás Maduro", disse Velásquez, no Twitter.</p>
<p>O governador do estado bolivariano, Angel Marcano, afirmou em comunicado de imprensa da Conviasa que o voo representa uma "ligação estratégica" para impulsionar as relações econômicas, turísticas e comerciais entre as duas regiões fronteiriças.</p>
<p>Segundo Marcano, a conexão permitirá a transferência de viajantes para outras cidades venezuelanas, sendo a "principal rota turística para o leste do país". A Conviasa informou que haverá um voo por semana até maio, quando aumentará para dois, às quintas-feiras e aos domingos. Em fevereiro, a companhia aérea estatal anunciou a ativação de uma rota entre a ilha turística de Margarita, no sudeste do Mar do Caribe, e Manaus.</p>
<p>As principais companhias aéreas brasileiras deixaram de operar na Venezuela em fevereiro de 2016, quando o governo de Nicolás Maduro reteve a maior parte do caixa local das companhias aéreas estrangeiras. Segundo a Associação Internacional de Transportes Aéreos (Iata), a cifra ultrapassou os US$ 3,9 bilhões (R$ 20,6 bilhões) em receitas das empresas que foram bloqueadas permanentemente.</p>
