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<p class="has-small-font-size">Milhares de novos negócios surgem todos os anos, muitos conseguem grandes investimentos, ou o suficiente para continuar o negócio. Mas em outros casos, muitos empreendimentos não conseguem sobreviver ao mercado. Isso pode se dar por diversos motivos, como a má gestão, problemas no setor e variações do mercado.</p>
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<p class="has-small-font-size">O Sebrae aponta que o MEI (Microempreendedor individual) é o modelo que apresenta uma taxa de mortalidade de negócios de 29% dentro de um período de cinco anos, sendo o maior dentre as áreas existentes. Neste mesmo período as microempresas (ME) têm uma taxa de um pouco mais de 21% e as de Pequenas Empresas possuem 17%.</p>
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<p class="has-small-font-size">Diferente de MEI , que nada mais é que uma pessoa que trabalha por conta própria de forma legalizada, que pode, no máximo, contratar um funcionário, e não é a mesma coisa que uma ME (microempresa).</p>
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<p class="has-small-font-size">Dessa forma, para os demais tipos de negócio como microempresas ou pequenas e médias, o processo de formalização é um pouco mais complicado.</p>
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<p class="has-small-font-size">Abrir o próprio negócio é uma tarefa árdua, Naiara Reis sabe bem sobre isso, pois é uma nova empreendedora que está em processo de abertura da sua primeira empresa.</p>
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<p class="has-small-font-size">Ela conta que abrir uma é algo novo para ela, e que não tinha ideia de várias coisas que são necessárias para fazer parte desse mercado. “É complicado, porque, primeiro que a gente vem de escola pública, a gente tem noção zero de tudo que é empreendedorismo de verdade, o quanto é difícil, o que cada coisa custa, não ter ideia de investimento. Na verdade, qualquer coisa do ramo financeiro a gente não aprende, o mais próximo que aprendemos é matemática”, apontou Naiara.</p>
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<p class="has-small-font-size">A empresária ainda comenta sobre as burocracias para conseguir legalizar um negócio. “Contando com a ajuda de um contador não é tão burocrático, porque ele faz a parte mais difícil. Mas se você for fazer sozinho toda parte abertura de CNPJ e de assinatura digital e autorizações que precisa é bem mais complicado. E é tudo um custo, um gasto, uma taxa.”</p>
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<p class="has-small-font-size">Com esse relato, é interessante pontuar também que a maior razão pela qual as pessoas resolvem abrir uma empresa se dá pela necessidade e não pela vontade de empreender, foi o que apontou uma pesquisa realizada pela Global Entrepreneurship Monitor, em 2021.<br>Startups<br>Uma pesquisa criada pelo Instituto Empreender Endeavor e publicada pela Enap (Escola nacional de Administração Pública), Índice de Cidades Empreendedoras (ICE) que aponta as melhores cidades para empreender no Brasil.</p>
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<p class="has-small-font-size">Para ganhar esse título, as cidades consideradas melhores para empreender devem apresentar sete fatores determinantes para o sucesso do empreendedorismo: ambiente regulatório; infraestrutura; mercado; capital financeiro; inovação; capital humano; e cultura empreendedora.</p>
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<p class="has-small-font-size">Em 2020, Manaus ficou em segundo lugar em relação à cultura empreendedora. Essa categoria aponta tendências dentro de busca relacionadas ao empreendedorismo. No entanto, em 2021 a capital amazonense saiu do top 10, e em 2022 aparece em 24º lugar, e no ranking geral, em 31º.</p>
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<p class="has-small-font-size">Esses dados apontam uma queda significativa no incentivo à cultura empreendedora, mas no olhar de empresários de Manaus é possível encontrar uma perspectiva de crescimento e desenvolvimento. É isso que conta Macaulay Abreu, Engenheiro Agrônomo, Co-founder da Onisafra e Amazôniacripto e ganhador do Prêmio Empreendedor no Ano.</p>
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<p class="has-small-font-size">“Nós temos um ecossistema com bons empreendedores que estão criando outros empreendedores. E [agora] muitos dos fundos de investimento estão olhando para a nossa região para investir nas startups, estão aparecendo outras oportunidades de acesso a investimento seja pela lei de informática que as empresas têm obrigação de investir em pesquisas de desenvolvimento e inovação ou por investidores e fundos de investimento privado”, aponta o empresário.</p>
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<p class="has-small-font-size">De acordo com pesquisa de 2020 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Manaus conta com pelo menos 27.395 empresas e organizações atuantes, enquanto cidades como São Paulo possui 618.445, Rio de Janeiro 212.940 e Curitiba 122.264 negócios. Entre micros, pequenas, médias e grandes empresas.</p>
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<p class="has-small-font-size">E a instabilidade econômica que o mercado, e o país tem passado, também causado pela pandemia, poderia ter amedrontado muitas pessoas em relação aos negócios locais. Mas assim como Naiara Reis, viu uma oportunidade de abrir uma empresa e está concretizando esse sonho, apesar das dificuldades, o engenheiro Macaulay, que já tria essa estrada há um bom tempo, conta sobre as perspectivas a respeito do mercado, principalmente as startups.</p>
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<p class="has-small-font-size">“Acredito que vamos evoluir mais aqui na região, criando negócios que não só impactem regionalmente, mas que também nacional e globalmente com seus serviços e tecnologia. Mas isso depende do amadurecimento dos empreendedores e de todos os agentes que estão em torno desse ecossistema, fomentando a criação desses novos negócios. Por conta desse amadurecimento teremos um ecossistema mais amadurecido”, analisa Macauley.</p>
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<p class="has-small-font-size">O empresário foi ganhador do prêmio de empreendedor do ano, criado pela Jaraqui Valley, uma comunidade de startups. Criada em 2015, a premiação tem como intuito reconhecer os agentes que se envolvem e têm destaque durante o ano.</p>
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<p class="has-small-font-size">São 16 categorias que premiam pessoas, organizações, empresas e startups.</p>
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<p class="has-small-font-size">“Pra mim, foi bem gratificante, a gente fica feliz, né? É bem importante pra gente que tem uma trajetória um pouco solitária como fundador de uma empresa, uma startup. Mas acaba sendo um reconhecimento que, por mais que uma pessoa ganhe, também existe uma coletividade ali por trás, pessoas que se sentem representadas pela premiação”.</p>
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<p style="font-size:17px"><strong>Incentivo público</strong></p>
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<p class="has-small-font-size">Atualmente, a prefeitura de Manaus, através da Semtepi (Secretaria Municipal do Trabalho, Empreendedorismo e Inovação) oferece um incentivo aos empreendedores, o “Auxílio Empreendedor”. Outro tipo de incentivo ao empreendedorismo foi a criação do Casarão da Inovação Cassina, que é um espaço que promove o empreendedorismo e o desenvolvimento tecnológico de startups na capital.</p>
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<p class="has-small-font-size">Bem como isso, algumas propostas para os MEIs também fazem parte das ações municipais, como o programa ‘Salto Aceleradora de MEIs’, onde alguns empreendedores individuais são escolhidos para impulsionar os negócios.</p>
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<p class="has-small-font-size">É claro que se comparado a regiões como sul e sudeste, Manaus ainda está longe de ser a cidade que mais incentiva e dá oportunidades de empreender, mas o cenário está bem mais inclinado à inovação.</p>
