Uma comitiva bolsonarista liderada por Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que teve a presença da Deputada Estadual pelo Amazonas Débora Menezes (PL), realizada no dia 12 de março deste ano, para os Estados Unidos, pediu a parlamentares norte-americanos intervenção com sanções e leis contra o Brasil, alegando uma suposta "ditadura de esquerda" no país. A informação foi revelada pela Agência Pública no dia 12 de abril.
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Durante a viagem, que teve duração de uma semana, Eduardo Bolsonaro e a comitiva se encontraram com parlamentares dos EUA e com o ex-presidente Donald Trump. Entre os participantes estavam os deputados brasileiros Gustavo Gayer (PL-GO), Marcel van Hattem (Novo-RS), Bia Kicis (PL-DF) e outros.
Inicialmente, a comitiva pretendia participar de uma audiência na Comissão Tom Lantos de Direitos Humanos da Câmara de Representantes dos EUA, mas o evento foi cancelado pelo parlamentar James P. McGovern. Em vez disso, os parlamentares realizaram uma coletiva de imprensa em frente ao Capitólio, junto do parlamentar Chris Smith, que anunciou a intenção de apresentar um projeto de lei chamado "Lei Brasileira de Democracia, Liberdade e Direitos Humanos".
Débora Menezes faltou sessões ordinárias na Assembleia Legislativa do Amazonas, ou seja, sessões na qual ocorreram votações de projetos de lei.
Após a conferência de imprensa, os parlamentares participaram de eventos em audiências sobre o Brasil nas Comissões de Relações Exteriores e do Comitê de Apropriações. No dia seguinte, Eduardo Bolsonaro e o deputado Mário Frias se reuniram com Donald Trump em um jantar na Flórida, onde também realizaram uma videochamada entre Trump e Jair Bolsonaro.
Durante a viagem, os bolsonaristas também distribuíram uma petição chamada "The truth about the democracy in Brazil" (A verdade sobre a democracia no Brasil), que afirma que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está perseguindo opositores do presidente sem base probatória.
Essa visita faz parte da articulação da extrema-direita a nível internacional, conectando os bolsonaristas com figuras como Elon Musk, Viktor Orbán e Javier Milei. A crise entre Musk e o Supremo Tribunal Federal (STF) no Brasil expôs a sintonia entre o discurso do empresário e da família Bolsonaro.
