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Comitiva de Débora Menezes pediu intervenção dos EUA com sanções ao Brasil

Comitiva bolsonarista viajou aos EUA pedindo ação contra suposta "ditadura de esquerda" no Brasil.

Escrito por
Redação
April 14, 2024
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Foto: Reprodução/Instagram

Uma comitiva bolsonarista liderada por Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que teve a presença da Deputada Estadual pelo Amazonas Débora Menezes (PL), realizada no dia 12 de março deste ano, para os Estados Unidos, pediu a parlamentares norte-americanos intervenção com sanções e leis contra o Brasil, alegando uma suposta "ditadura de esquerda" no país. A informação foi revelada pela Agência Pública no dia 12 de abril.

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Durante a viagem, que teve duração de uma semana, Eduardo Bolsonaro e a comitiva se encontraram com parlamentares dos EUA e com o ex-presidente Donald Trump. Entre os participantes estavam os deputados brasileiros Gustavo Gayer (PL-GO), Marcel van Hattem (Novo-RS), Bia Kicis (PL-DF) e outros.

Inicialmente, a comitiva pretendia participar de uma audiência na Comissão Tom Lantos de Direitos Humanos da Câmara de Representantes dos EUA, mas o evento foi cancelado pelo parlamentar James P. McGovern. Em vez disso, os parlamentares realizaram uma coletiva de imprensa em frente ao Capitólio, junto do parlamentar Chris Smith, que anunciou a intenção de apresentar um projeto de lei chamado "Lei Brasileira de Democracia, Liberdade e Direitos Humanos".

Débora Menezes faltou sessões ordinárias na Assembleia Legislativa do Amazonas, ou seja, sessões na qual ocorreram votações de projetos de lei. 

Após a conferência de imprensa, os parlamentares participaram de eventos em audiências sobre o Brasil nas Comissões de Relações Exteriores e do Comitê de Apropriações. No dia seguinte, Eduardo Bolsonaro e o deputado Mário Frias se reuniram com Donald Trump em um jantar na Flórida, onde também realizaram uma videochamada entre Trump e Jair Bolsonaro.

Durante a viagem, os bolsonaristas também distribuíram uma petição chamada "The truth about the democracy in Brazil" (A verdade sobre a democracia no Brasil), que afirma que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está perseguindo opositores do presidente sem base probatória.

Essa visita faz parte da articulação da extrema-direita a nível internacional, conectando os bolsonaristas com figuras como Elon Musk, Viktor Orbán e Javier Milei. A crise entre Musk e o Supremo Tribunal Federal (STF) no Brasil expôs a sintonia entre o discurso do empresário e da família Bolsonaro.

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