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As chuvas que caíram sobre a cidade no final de semana e nesta segunda-feira (16) foram comemoradas por alguns manauaras que já estavam há semanas sofrendo com os efeitos negativos da fumaça para a saúde. Apesar das recentes mudanças na qualidade do ar, ainda há muitos pontos na cidade que marcam nível muito ruim para a poluição na atmosfera segundo o Sistema Eletrônico de Vigilância (Selva).
Além disso, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) também não houve nenhum registro de focos de incêndio na Região Metropolitana de Manaus, a maioria está concentrada no sul do Amazonas.
Alguns Trabalhadores do Porto de Manaus alegaram que a chuva acabou atenunando um problema que deveria ser solucionado pelo poder público.
“Aqui o Governo não faz nada, quem faz é a chuva, né. Deus mandou a chuva e melhorou, porque sem chuva não ia melhorar não. Queimadas tem muitas, onde você viaja, você vê focos de queimadas, incêndios”, disse Charles Silva, piloto de barco.
“Eu acho que o único Governo é Deus, porque se não fosse ele, essa chuva não teria acontecido e ainda teríamos aquela fumaça”, alegou André Tavares comerciante autônomo.
Estiagem Histórica
Nesta segunda-feira (16) Manaus também bateu o recorde de estiagem histórica ao alcançar a marca de 13,59 metros abaixo da vazante, o que equivale a quatro centímetros a menos do que a vazante de 2010 que, até então, era a maior cota da história do Amazonas.
O piloto de barco Charles Silva falou sobre as dificuldades que vêm enfrentando por conta do fenômeno atípico.
“Esse fim de semana eu bati em três praias. Dessa vez secou bastante, acima do que eu já tinha visto. Nunca tinha visto pedras e barrancos de praia, muito difícil, coisa que eu nunca vi, a minha viagem atrasou duas horas, porque tive que desviar de muitas praias”, disse Charles Silva.
