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<p>Com o veto do presidente Jair Bolsonaro, ocorrido nesta terça-feira (13), o projeto de lei que proibiria a chamada "arquitetura hostil", construções feitas para afastar pessoas do espaço público, entre elas as de situação de rua, o Padre Júlio Lancellotti afirmou que espera a derrubada da decisão presidencial pelo Congresso Nacional.</p>
<p>O projeto, que levou, no Congresso Nacional, o apelido de "Lei Padre Júlio Lancellotti", trata especificamente de instalações em áreas públicas que são feitas pela prefeitura ou por associações de moradores, que dificultam seu acesso e são incômodos para pessoas vulneráveis.</p>
<p>Entre os exemplos estão os espetos pontiagudos instalados em fachadas comerciais, pavimentação irregular, pedras ásperas, jatos de água, cercas eletrificadas ou de arame farpado e muros com cacos de vidro.</p>
<p>O texto não proíbe instalações similares em espaços privados, como as cercas elétricas de condomínios ou as grades pontiagudas de lotes residenciais.</p>
<p>A Câmara dos Deputados chegou a aprovar o projeto, de forma simbólica, no dia 22 de novembro deste ano. Ele também já havia sido aprovado pelo Senado.</p>
<p>Durante toda a pandemia, o padre Júlio viralizou nas redes sociais ao protagonizar uma cenas no qual ele tentava quebrar pedras instaladas pela prefeitura de São Paulo embaixo de um viaduto e praças. Em 2021, o Papa Francisco denunciou a chamada "arquitetura hostil" contra os mais pobres.</p>
