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<p>Nesta última sexta-feira, 23, durante evento no Rio Grande do Sul, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou que avalia a possibilidade de ser candidato a vereador na cidade do Rio de Janeiro na eleição de 2024, caso se livre da inelegibilidade no julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O caso que pode afastar o ex-mandatário das urnas por oito anos começou a ser analisado nesta quinta, 22, e deve ser concluído na próxima semana. Além da candidatura à Câmara Municipal, o ex-presidente disse que não descarta a possibilidade de se candidatar novamente ao Palácio do Planalto.</p>
<p>“Lógico que eu não quero perder meus direitos políticos. Até eu falei outro dia, né: estou pensando em ser candidato a vereador no Rio de Janeiro. Qual o problema? Não há demérito nenhum. Até vou me sentir jovem, porque geralmente a vereança é para a garotada, para os mais jovens, é o primeiro degrau da política. Em 2026, se estiver vivo até lá, e também elegível, se essa for a vontade do povo, a gente vai. Disputo novamente a presidência”, discursou Bolsonaro durante um evento organizado pelo PL na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (Alers).</p>
<p>Para os seus apoiadores, Bolsonaro afirmou também que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Kassio Nunes Marques e André Mendonça, que foram indicados por ele em 2020 e 2021, ocuparão o cargo de presidente e vice-presidente do TSE durante as próximas eleições, e sugeriu que essa futura composição da Corte seria um fator para as suas acusações em julgamento no Tribunal. “As coisas mudam. Será que é uma preocupação com essa mudança? Antecipa essa vontade de: ‘Olha esse se reuniu com embaixadores?’”, questionou o ex-presidente.</p>
<p>Movida pelo PDT, a ação em julgamento que pode tornar Bolsonaro inelegível até 2030 questiona a conduta de Bolsonaro no período pré-eleitoral, quando, em julho de 2022, ele se reuniu com embaixadores no Palácio da Alvorada. Na época, o então presidente apresentou um PowerPoint com críticas a ministros do Supremo Tribunal Federal e desacreditou da funcionalidade das urnas eletrônicas sem apresentar provas, colocando em dúvida a veracidade do processo eleitoral. A reunião foi transmitida pelo canal oficial do governo e pelas redes sociais de Bolsonaro.</p>
<p>Segundo o parecer do Ministério Público Eleitoral, o ex-presidente teria cometido abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação, ao se aproveitar da autoridade presidencial – e o aparato público – para o benefício eleitoral. O julgamento voltará a ocorrer nesta próxima terça-feira, 27, com o voto do relator, o ministro Benedito Gonçalves, e do restante do tribunal, composto, ao todo, por sete ministros.</p>
