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Ataque em terra Yanomami deixa criança morta e cinco indígenas feridos

A suspeita é de que o ataque tenha sido causado por garimpeiros que ainda atuam no território

Escrito por
Rhyvia Araujo
July 3, 2023
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<p>Um ataque a tiros registrado nesta última segunda-feira, 3, na comunidade Parima, dentro da Terra Indígena Yanomami, em Roraima, deixou uma criança morta e cinco indígenas feridos. Ainda não se sabe as circunstâncias do ataque e nem quem são os agressores, por outro lado, a suspeita é de que o ataque tenha sido causado por garimpeiros que ainda atuam no território. A informação foi confirmada pelo Ministério dos Povos Indígenas (MPI).</p>

<p>Após o ataque, equipes da Polícia Federal, servidores da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), da Força Nacional e da Força Nacional de Saúde Pública foram enviados para a região. As vítimas foram socorridas por servidores da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) que atuam em uma base de apoio da região. Um helicóptero também teria sido enviado à região para atendimento às vítimas, que foram baleadas.</p>

<p>Procurado pelo Diário da Capital, o Ministério lamentou a morte da criança. “O Ministério dos Povos Indígenas (MPI) lamenta o falecimento de uma criança Yanomami, durante conflito nesta segunda-feira, na região do Parima (RR). O MPI reforça que segue trabalhando com as demais esferas de governo buscando a completa retirada dos garimpeiros das terras indígenas. Essa atividade degrada não só o meio ambiente, mas ataca o modo de vida e toda a organização social dos povos indígenas”, informa a nota do ministério.</p>

<h2>Outros ataques</h2>

<p>Esse não é o primeiro ataque a tiros contra indígenas registrado no território neste ano. Em abril, um indígena Yanomami morreu e outros dois foram baleados por garimpeiros ilegais na comunidade Uxiu.</p>

<p>Alvo há décadas de garimpeiros ilegais, o maior território indígena do Brasil enfrentou nos últimos anos o avanço desenfreado da atividade ilegal no território. Em 2022, a devastação chegou a 54% - cenário que tem mudado com as ações deflagradas pelo governo Lula desde janeiro deste ano.</p>

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