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<p>Em 26 de maio de 2013, a radialista Lana Micol foi assassinada com vários tiros por dois motoqueiros, em frente à filha caçula e ao então atual companheiro, Alan Bonfim Barros, enquanto a família tomava banho de piscina em casa. Lana tinha 30 anos e era coordenadora da Rádio Nacional do Alto Solimões, em Tabatinga, interior do Amazonas. Hoje, 26 de maio de 2023, o crime completa dez anos sem conclusão.<br><br>Além do direito das mulheres, Lana defendia pautas indígenas, e incentivava os povos da região a mostrarem suas obras no festival de música promovido pela rádio, e até mesmo trocava o português por línguas indígenas em suas transmissões.</p>
<h2>SUSPEITOS</h2>
<p>Após investigação, a polícia apontou como mandante do crime o ex-marido da vítima, Edimar Ribeiro. Ele ficou preso por 90 dias, mas foi liberado para aguardar o julgamento em liberdade, pois, de acordo com o juiz do caso, a polícia precisaria “apurar melhor os indícios e as provas”.<br><br>Lana sofria violência doméstica durante o casamento, e após a separação, recebia ameaças do ex-marido, o que a levou a prestar queixa e conseguir uma medida protetiva.<br><br>Em março de 2020, no entanto, sete anos após o crime, Edimar também foi assassinado por pistoleiros, durante um suposto assalto. Além disso, segundo o pai de Lana, um dos motoqueiros que teria participado da execução da filha também foi morto.<br><br>Na época, os familiares também desconfiaram do então namorado da radialista, o sargento Alan Bonfim Barros, pois ele estaria mais preocupado com os bens deixados pela companheira que com a morte dela.<br><br>Outra hipótese levantada é a de que Lana teria incomodado poderosos da região, com suas coberturas sobre crimes e pelo espaço que dava aos povos indígenas. </p>
<p>Dez anos depois, a família da vítima continua sofrendo com sua perda, e ainda espera uma solução para o caso, que segue em aberto.</p>
<p>“Eu falei para o delegado: doutor, e aí, você não tem nada a me dizer sobre a minha irmã? Ele: depois que mataram sua irmã, mataram dez. Eu falei: tomara que a décima primeira não seja sua parente”, desabafou Lia Rebeca Cirino Fonseca, irmã de Lana.</p>
<h2>HOMENAGEM</h2>
<p>Nesta sexta-feira (26), a programação da Rádio Nacional do Alto Solimões (96,1 FM), Nacional da Amazônia (OC 11.780KHz, 6.180KHz) e Nacional de Brasília (980 AM) lembrarão, ao longo da programação, os dez anos da morte de Lana Micol. O especial será apresentado pela jornalista Mara Régia.</p>
