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Ainda sem data para convocação dos aprovados em concursos das forças de segurança pública realizados pelo Governo do Amazonas, um grupo de concursados esteve presente na Assembleia Legislativa (ALEAM) na manhã desta terça-feira (10), para cobrar uma resposta concreta do Governador do Estado, Wilson Lima. Segundo eles, a falta de efetivo nas corporações representa uma negligência grave na gestão de Lima, além da falta de fiscalização por parte dos Deputados Estaduais que não se manifestaram a respeito.
“O Amazonas figura hoje como o terceiro estado mais violento do nosso país, com queimadas recordes, fumaça na cidade toda, deslizamento de terra e outras catástrofes, tudo isso somado à falta de 11 mil agentes de segurança pública. A representação política dos senhores desempenham um papel importantíssimo nas questões básicas, e a falta de ação nesse sentido é decepcionante para toda a população”, afirmou um dos representantes que teve tempo de fala cedido pelo Deputado Estadual Wilker Barreto.
Segundo ele, outros 10 estados também realizaram os concursos simultaneamente com o Amazonas, e os concludentes foram chamados em menos de 50 dias. “Está comprovado que a Polícia Militar amarga há mais de 160 dias de espera, os Bombeiros pior ainda, são 270 dias. Um esculacho. A segurança não pode esperar”.
O único deputado a se manifestar ressaltou que vai oficializar na Comissão de Segurança da Aleam uma reunião com o secretário da Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) para tratar a respeito da nomeação dos concursados. O parlamentar chegou a cobrar um planejamento e ações da nova gestão.
“Hoje tá fazendo falta o não chamamento dos bombeiros para o combate ao incêndio, hoje tá fazendo falta as forças de segurança ajudando. Ele já tem tempo suficiente para apresentar um plano de ação para a segurança pública. Quero ouvir da boca do secretário qual é o planejamento de segurança, porque não dá pra sentar numa cadeira sem planejamento”, disse o deputado Wilker Barreto.
De acordo com o pedido do parlamentar, a reunião busca afastar “qualquer indício de corrupção e, por consequência, resguardar a integridade dos cidadãos amazonenses, adotando um modelo combativo que torne o Amazonas uma federação impenetrável e afaste a grave crise que assola o dia a dia da população”, diz trecho do documento.
