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Após três meses de fumaça, MPF pede explicação do Estado a respeito

Um estudo demonstrou que nas áreas mais afetadas pelo fogo o número de crianças internadas com problemas respiratórios dobrou

Escrito por
Letícia Misna
November 10, 2023
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Na quinta-feira (9), o Ministério Público Federal (MPF) acionou a justiça para determinar que o Estado do Amazonas comprove que tem tomado medidas para combater a fumaça que circula por Manaus há pelo menos três meses.

A demanda pede que o governo apresente documentos que demonstrem que as ações tomadas pelo órgão, desde 2019, foram suficientes para enfrentar os fenômenos climáticos, as queimadas e os incêndios florestais.

O MPF acompanha as políticas estaduais em relação ao desmatamento e às queimadas no Amazonas há dois anos. O próprio governo estadual reconhece que a média de execução do Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento e Queimadas do Amazonas (PPCDQ 2020-2022) foi de apenas 43%. Ou seja, menos da metade das ações planejadas foram devidamente executadas.

Um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) demonstrou que, nas áreas mais afetadas pelo fogo, o número de crianças internadas com problemas respiratórios dobrou, e o quantitativo de mortes infantis por essas doenças cresceu em cinco dos nove estados da Amazônia Legal. Além dos efeitos citados no estudo, a população de Manaus também sofre com sintomas como ardência nos olhos, falta de ar e cansaço.

Em diversos dias de outubro a qualidade do ar em Manaus foi classificada como perigosa para a saúde humana, conforme índices recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Perigosa é a classificação mais grave entre as seis estabelecidas pela entidade.

Até o fechamento desta edição, o Governo do Amazonas ainda não havia se posicionado publicamente sobre o assunto.

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