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<p>Grávida de cinco meses, a indígena Munduruku, Samara Rodrigues Ribeiro, da aldeia Pataquá em Manicoré, foi baleada na barriga pelo próprio marido, na última sexta-feira, 14. Após uma discussão Samara levou um tiro no abdômen, e em seguida foi socorrida e encaminhada ao Hospital Municipal DR. Claudionor Couto Roriz, em Ji-Paraná. O bebê não resistiu aos ferimentos e morreu na hora. O homem identificado apenas como ‘Junior’, está foragido.</p>
<p>Segundo os familiares, Samara aguardava desacordada no corredor do Hospital Municipal DR. Claudionor Couto, na espera de uma vaga na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para fazer a retirada do baço e do feto. De acordo com informações da Casa De Apoio a Saúde Indígena de Ji-Paraná (Casai), a vítima foi transferida para Hospital Regional de Cacoal (HCR), em Rondônia.</p>
<p>“Encontramos a paciente no pronto-socorro, ela foi atendida, se encontra estável e está em ventilação mecânica, e ela já está sendo transferida para o Hospital Regional lá em Cacoal. Eles inclusive nem sabiam que ela era indígena”, informou.</p>
<p>Nesta segunda-feira, 17, a Assessoria Direta da Aldeia de Pataquá, reforçou o andamento do caso e explicou as prioridades dos médicos. “Os médicos em Cacoal identificaram que não era prioridade nada do que ela estava tendo proveniente do feto, eles determinaram o caso de até três dias para poder retirar o feto. Os médicos priorizam a cirurgia que ela tinha que fazer no baço. Ontem, eles estavam realizando os exames dela para ela entrar nessa cirurgia do baço”, explicou Juliana Belota.</p>
