O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recorreu à Suprema Corte norte-americana na segunda-feira (12), alegando ter direito à imunidade presidencial no caso em que é acusado de conspirar para alterar os resultados das eleições no país em 2020. Essa é uma das quatro ações legais atualmente enfrentadas por Trump.
Na semana passada, uma corte dos EUA decidiu que Trump não possui esse direito e pode ser julgado por seu suposto envolvimento na invasão ao Congresso americano. Sua defesa agora pede à Suprema Corte que suspenda essa decisão.
Com uma maioria conservadora de seis a três na Suprema Corte, sendo três dos nove ministros indicados por Trump, a defesa argumenta que ele, como presidente à época dos eventos, teria direito a proteções legais, incluindo a imunidade presidencial.
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Entretanto, a acusação contra Trump sustenta que ele agia como candidato, não como presidente, ao pressionar oficiais para tentar mudar o resultado das eleições.
Após a eleição de Joe Biden em 2020, Trump passou semanas contestando publicamente os resultados e, em 6 de janeiro de 2021, encorajou uma multidão a marchar em direção ao Capitólio durante a certificação da vitória de Biden.
Na terça-feira passada (6), juízes do Tribunal de Apelações do Distrito de Columbia rejeitaram o pedido de Trump. O julgamento desse caso havia sido marcado para março deste ano, mas os juízes decidiram adiá-lo sem definir uma nova data. A defesa de Trump busca adiar o julgamento até após as eleições presidenciais de novembro.
