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Peritos confirmaram que o projétil que atingiu e matou Maria de Fátima Muniz, indígena da etnia Pataxó Hã-Hã-Hãe, no sul da Bahia, partiu da arma apreendida com um dos dois homens presos em flagrante após atacarem os povos tradicionais que ocupavam uma fazenda em Potiraguá. O laudo de microcomparação balística foi entregue à Polícia Civil e anexado ao inquérito, que será encaminhado à Polícia Federal devido à competência de atribuições.
O diretor regional da Polícia Civil, delegado Roberto Júnior, explicou que a vistoria nas armas apreendidas mostrou que ambas foram disparadas. O delegado afirmou que a Polícia Civil (PC) acredita ter esclarecido o caso.
O CRIME
O ataque ocorreu no último domingo (21), quando cerca de 200 pessoas, em sua maioria fazendeiros, mobilizaram-se para retomar, por meio da força, a posse da Fazenda Inhuma, ocupada por indígenas. O confronto resultou em ferimentos, incluindo a morte de Maria (também conhecida como “Nega Pataxó”) e lesões em outros indígenas.
A Polícia Militar deteve dois homens envolvidos no ataque: um deles é um policial militar reformado, e o outro é filho de um fazendeiro da região.
O delegado destacou que a Polícia Civil elucidou o homicídio da indígena e que a investigação continua. A Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) e diversas organizações expressaram solidariedade e exigiram justiça para o caso.
