Leia Também
Nesta terça-feira (5), o futebol feminino da Espanha enfrentou mais um capítulo conturbado, com a demissão do técnico da seleção feminina, Jorge Vilda, apenas nove dias após a conquista do título da Copa do Mundo Feminina.
Jorge Vilda enfrentou inúmeros problemas com as jogadoras da seleção ao longo do ciclo da Copa do Mundo, incluindo um boicote após a disputa da Eurocopa do ano passado. No entanto, o dirigente da Federação Espanhola de Futebol (RFEF), Luis Rubiales, manteve sua confiança no treinador, apesar das tensões. Durante o Mundial, apenas três das 15 jogadoras que se rebelaram foram convocadas.
A renovação de contrato de Vilda foi anunciada por Rubiales enquanto ele ainda ocupava a presidência da RFEF, com um salário divulgado de 500 mil euros por temporada. No entanto, o acordo não foi formalizado.
Além da demissão de Jorge Vilda, a RFEF divulgou uma carta de desculpas "ao mundo do futebol e à sociedade" pela conduta do ex-presidente Luis Rubiales, que foi afastado do cargo. O presidente interino, Pedro Rocha, lamentou que o sucesso das jogadoras tenha ficado em segundo plano devido ao alvoroço causado pelas polêmicas envolvendo Rubiales.
A trajetória de Jorge Vilda à frente da seleção feminina da Espanha durou oito anos, tornando-o apenas o terceiro treinador da equipe desde sua criação, há 32 anos. Em 108 partidas no comando de La Roja, Vilda obteve 75 vitórias, 16 empates e 17 derrotas. O ponto alto de sua trajetória foi a recente conquista do título da última Copa do Mundo, vencida contra a Inglaterra por 1 a 0 na final.
