Leia Também
<!-- wp:paragraph {"fontSize":"small"} -->
<p class="has-small-font-size">A relação do Brasil com o governo russo de Vladimir Putin é "excelente" e, independentemente do resultado da eleição presidencial no país dia 30 de outubro, o Kremlin aposta na manutenção desse diálogo. O governo russo é acusado por investigações independentes da ONU (Organização das Nações Unidas) de cometer crimes de guerra em sua invasão na Ucrânia, violar a Carta das Nações Unidas e reprimir a oposição interna na Rússia.</p>
<!-- wp:paragraph {"fontSize":"small"} -->
<p class="has-small-font-size">Em uma rara entrevista concedida nesta semana em Genebra, um dos diplomatas de mais alto escalão do Kremlin elogiou o posicionamento do governo de Jair Bolsonaro em sua relação com Moscou.</p>
<!-- wp:paragraph {"fontSize":"small"} -->
<p class="has-small-font-size">"Nossa relação com o Brasil é excelente. Não restam dúvidas", disse o embaixador da Rússia na ONU, Gennady Gatilov. "Claro, o Brasil tem posições específicas sobre temas específicos. Mas vamos continuar com nossa relação com os brasileiros", afirmou o negociador.</p>
<!-- wp:paragraph {"fontSize":"small"} -->
<p class="has-small-font-size">Segundo ele, a esperança do Kremlin é de que nada mudará após as eleições no país, dia 30 de outubro. "Independentemente do resultado, espero que a relação continue a avançar. Até mais, talvez", afirmou.</p>
<!-- wp:paragraph {"fontSize":"small"} -->
<p class="has-small-font-size">Entre as potências ocidentais, a visita de Bolsonaro ao Kremlin, dias antes da eclosão da guerra em fevereiro, foi vista com desconfiança. Brasília, porém, insistia que precisava manter o canal de diálogo com os russos, principalmente por conta da importação de fertilizantes, chave para o agronegócio brasileiro.</p>
<!-- wp:paragraph {"fontSize":"small"} -->
<p class="has-small-font-size">Nos seis primeiros meses da guerra, a relação comercial do Brasil com a Rússia se expandiu de forma importante, com Brasília deixando claro que não iria aderir ao pacote de sanções impostas pelas potências ocidentais.</p>
<!-- wp:paragraph {"fontSize":"small"} -->
<p class="has-small-font-size">Nas votações de resoluções na ONU condenando a Rússia, o Itamaraty tem optado pela abstenção. Um dos temores da chancelaria brasileira é de que o isolamento imposto sobre Moscou possa impedir qualquer retomada de um diálogo para um acordo de paz.</p>
<!-- wp:paragraph {"fontSize":"small"} -->
<p class="has-small-font-size">Em Genebra, o Brasil não deu seu voto para a proposta de criação de um relator especial para monitorar as violações de direitos humanos na Rússia. Mas, na Assembleia Geral, o Itamaraty votou pela condenação das anexações de quatro regiões ucranianas por parte do Kremlin. A resolução foi aprovada com 143 votos a favor.</p>
<!-- wp:paragraph {"fontSize":"small"} -->
<p class="has-small-font-size">Para Gatilov, nem mesmo o voto do Brasil ao lado das potências ocidentais no caso da anexação afeta a relação. "Todos têm o direito de ter suas posições. Mas isso não quer dizer que ela vai contaminar nossa relação com o Brasil", afirmou o diplomata, que destaca ainda a aproximação entre o Kremlin e os demais países dos Brics.</p>
