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Rússia “não vê sentido” em manter atual nível de presença diplomática no Ocidente

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, disse que “não há sentido” em manter o atual nível de presença diplomática do país no Ocidente, de acordo com a mídia estatal RIA Novosti.

Escrito por
Redação
October 18, 2022
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<p>O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, disse que “não há sentido” em manter o atual nível de presença diplomática do país no Ocidente, de acordo com a mídia estatal RIA Novosti.</p>

<p>“Não faz sentido e não desejamos manter a mesma presença nos países ocidentais. Nosso povo trabalha em condições que dificilmente podem ser chamadas de humanas. Eles enfrentam problemas constantes, ameaças de ataques físicos”, afirmou Lavrov à imprensa durante uma reunião com universitários aceitos no serviço diplomático.</p>

<p>“O principal é que não há trabalho lá desde que a Europa decidiu se fechar para nós e interromper qualquer cooperação econômica. Você não pode ser forçado a ser legal”, acrescentou.</p>

<p>Lavrov destacou ainda que seu ministério está realizando uma “reorientação geográfica” de suas atividades no exterior e no “escritório central”.</p>

<p>Ucrânia “amigável” e independente<br>O novo comandante da chamada “Operação Militar Especial” russa pontuou, também nesta terça-feira, que o objetivo de seu país era uma Ucrânia que fosse “amigável” à Rússia e independente do Ocidente.</p>

<p>“Russos e ucranianos são um só povo. Só queremos uma coisa: que a Ucrânia seja independente do Ocidente e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e seja amigável com o Estado russo”, disse o general Sergey Surovikin na televisão estatal.</p>

<p>Surovikin assumiu seu posto de comando das operações no território vizinho há pouco mais de uma semana, após sua nomeação ser aprovada pelo ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu.</p>

<p>“Não lutamos por altas taxas de avanço. Protegemos cada soldado e metodicamente ‘trituramos’ o inimigo que avança”, explicou.</p>

<p>Ele descreveu, porém, o estado da campanha russa na Ucrânia como “tenso”. “O inimigo não abandona as tentativas de atacar as posições das tropas russas”, comentou.</p>

<p>Parlamento estoniano classifica Rússia como “regime terrorista”<br>O parlamento da Estônia, também conhecido como Riigikogu, classificou a Rússia como um “regime terrorista” e um “Estado que apoia o terrorismo” por causa da guerra na Ucrânia.</p>

<p>“Apoiando o apelo do Parlamento da Ucrânia aos países e organizações internacionais, o Riigikogu declara o regime russo um regime terrorista e a Federação Russa um Estado que apoia o terrorismo, cujas ações devem ser enfrentadas em conjunto”, disse o presidente do Parlamento da Estônia em comunicado. “O Riigikogu pede à comunidade internacional que adote declarações semelhantes”, acrescentou.</p>

<p>O Parlamento também destacou que considera os mercenários Wagner, da Rússia, bem como as forças armadas das autoproclamadas Repúblicas Populares de Donetsk e Luhansk, como organizações terroristas.</p>

<p>Segundo destacaram, as ameaças nucleares do presidente russo, Vladimir Putin, “transformaram a Rússia no maior perigo para a paz tanto na Europa quanto em todo o mundo”. Também houve condenação pela “anexação ilegal de territórios”.</p>

<p>O Parlamento também entendeu que a Rússia deveria ser destituída de seu assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU).</p>

<p>“O Riigikogu apela à União Europeia e aos Estados-Membros da Otan para aumentarem decisivamente a ajuda militar à Ucrânia. Isso é necessário para enfrentar a agressão da Federação Russa e restaurar a soberania da Ucrânia em seu território dentro de suas fronteiras internacionalmente reconhecidas”, finalizou.</p>

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