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Protestos no Peru estão causando bloqueios no acesso a Machu Picchu, gerando preocupação entre turistas. Os manifestantes, descontentes com a privatização do sistema eletrônico de ingressos para o icônico patrimônio histórico, interromperam o transporte ferroviário para o local, deixando visitantes isolados.
Os serviços por trem às ruínas antigas nas alturas dos Andes estão suspensos desde sábado (27), devido a preocupações de segurança causadas por manifestantes bloqueando a linha ferroviária. A Embaixada do Brasil em Lima aconselha os turistas brasileiros a não tentarem ingressar no distrito de Machu Picchu até que a situação seja amenizada.
PRIVATIZAÇÃO
Desde 25 de janeiro, a região de Machu Picchu tem enfrentado protestos e greves, afetando serviços prestados aos turistas. O transporte ferroviário para Aguas Calientes, também conhecida como Machu Picchu Pueblo e principal acesso ao Santuário Histórico de Machu Picchu, foi bloqueado. "Não há, no momento, previsão de restauração do serviço de transporte ferroviário", informou a Embaixada.
A Embaixada orienta, ainda, turistas em Aguas Calientes a evitar deslocamentos desnecessários e a entrar em contato com a IPERÚ, responsável pela assistência ao turista e evacuação coordenada. A IPERÚ disponibiliza um formulário de cadastro para turistas retidos na região.
Os manifestantes bloqueiam uma ferrovia que liga o local inca de Machu Picchu à cidade de Ollantaytambo.
O coletivo divulgou uma nota depois de encontro com representantes do governo, afirmando que a greve vai continuar até que seja cancelado o contrato de terceirização com a empresa Joinnus. Participaram da reunião os ministros Jordi Hereu (Turismo), Leslie Urteaga (Cultura) e Albina Ruiz Ríos (Meio Ambiente), além do governador de Cusco, Werner Salcedo Álvarez.
Cidadãos brasileiros podem contatar a Embaixada pelo e-mail consular.lima@itamaraty.gov.br e, em emergências, pelo telefone do plantão consular +51 985 039 263.
