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<p>Cresce o número de pessoas que tiveram suas vidas perdidas durante suas jornadas migratórias em desertos, rios e áreas remotas nas Américas. Conforme indica o Projeto Migrantes Desaparecidos da OIM, Agência da ONU para as Migrações, foi documentado em torno de 1.433 mortes em 2022, o maior número desde o início do projeto em 2014. O número exato de pessoas que morrem em trânsito nesta região é desconhecido, considerando o fato de que a coleta de informações é desafiadora, todos os números permanecem subestimados. Mas, registros compilados pelo projeto indica que, entre 2014 e 2022, pelo menos 7.495 pessoas perderam as suas vidas na região. </p>
<p>Diante o alarmante momento, um esforço para salvar vidas, melhorar a coleta de dados e apoiar as famílias dos sobreviventes, o Global Data Institute (GDI) da OIM, que supervisiona o Projeto Migrantes Desaparecidos, em parceria com as atores-chave, inaugurou, nesta semana, a primeira Rede sobre Migrantes Desaparecidos nas Américas, com a finalidade de enfrentar o crescente número de mortes e desaparecimentos de migrantes. </p>
<p>"Quando as pessoas têm acesso a vias seguras e regulares de migração, aumenta a probabilidade de que elas possam contribuir para a prosperidade econômica em casa e em seus locais de destino", disse o diretor do GDI, Koko Warner. "A falta de vias regulares muitas vezes tem resultados trágicos e é uma oportunidade perdida. O objetivo dessa rede é criar uma comunidade de conhecimento e trabalho que compartilhe dados atualizados e confiáveis sobre migrantes desaparecidos para contribuir com políticas baseadas em evidências." </p>
<p>Nesta quarta-feira, ocorreu a primeira sessão da Rede, reunindo organizações da sociedade civil, instituições governamentais, jornalistas e outros atores-chave. A solenidade se concentrou nos desafios que as famílias da América Central enfrentam na busca de seus entes queridos desaparecidos. O encontro também proporcionou uma oportunidade para os participantes discutirem o papel da rede na influência da agenda pública e política. </p>
<p>Buscando fortificar as capacidades nacionais e regionais para a coleta e troca de dados sobre os migrantes e busca emitir recomendações para preveni-los, identificar os falecidos, além de prestar apoio e reparação às suas famílias, o projeto também facilitará a criação de alianças estratégicas entre os participantes, realizando investigações conjuntas e outras iniciativas. </p>
<p>A rede consiste em participantes em ‘Cafés Virtuais', uma iniciativa do Projeto Migrantes Desaparecidos criada em 2020. Até o momento, os Cafés continuam sendo o único espaço nas Américas onde representantes de organizações da sociedade civil, pesquisadores e representantes de instituições governamentais e intergovernamentais se reúnem especificamente para discutir questões relacionadas a mortes e desaparecimentos de migrantes.</p>
