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O presidente eleito da Guatemala, Bernardo Arévalo, anunciou em uma coletiva de imprensa que suspendeu sua participação no processo de transição com o atual presidente, Alejandro Giammattei. Essa medida foi tomada em protesto após o Ministério Público realizar buscas na sede do Tribunal Superior Eleitoral em busca de provas de supostas fraudes nas recentes eleições gerais.
Arévalo acusou o setor da justiça de "querer levar a cabo um golpe de Estado" contra ele e pediu as demissões imediatas da procuradora-geral Consuelo Porras, do investigador Rafael Curruchiche e do juiz Fredy Orellana, que seriam os autores da tentativa de golpe.
Durante as buscas nos escritórios do Tribunal Superior Eleitoral, várias caixas contendo fichas eleitorais foram abertas, o que especialistas da Fundação para o Desenvolvimento da Guatemala (Fundesa) consideram uma grave violação da lei.
Bernardo Arévalo venceu as eleições no dia 20 de agosto, derrotando a candidata conservadora Sandra Torres. No entanto, Torres não reconheceu a derrota e solicitou que a justiça investigasse alegações de fraude eleitoral.
