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PF prende miliciano que seria o alvo de execução que matou médico no RJ

Investigação indica que Taillon teria sido confundido com uma das vítimas no caso dos médicos mortos por engano na Barra da Tijuca

Escrito por
Thiago Freire
November 1, 2023
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A Polícia Federal (PF) realizou a prisão de Taillon Barbosa, líder de uma milícia em Rio das Pedras, no Rio de Janeiro, juntamente com seu pai, Dalmir Barbosa. As prisões ocorreram menos de um mês após o trágico incidente em que três médicos foram mortos por engano por traficantes na Barra da Tijuca. A principal linha de investigação do crime sugere que os assassinos confundiram uma das vítimas, Perseu Ribeiro Almeida, com Taillon Barbosa.

O crime ocorreu na madrugada de 5 de outubro, quando os três médicos, que estavam no Rio de Janeiro para um congresso internacional de cirurgia ortopédica, foram assassinados em um quiosque na Avenida Lúcio Costa, na Barra da Tijuca. As investigações apontaram que os médicos foram mortos por engano, já que os criminosos confundiram Perseu Ribeiro Almeida com Taillon Barbosa.

Taillon havia sido condenado em junho de 2022 em um processo movido pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). Ele foi acusado de liderar atividades ilegais, como exploração do transporte alternativo com vans e mototáxi, bem como oferta ilegal de serviços básicos, incluindo água, gás e televisão a cabo. Além disso, ele foi acusado de cobrar "taxas de segurança" de comerciantes e moradores, promover invasões e grilagem de terras e realizar construções imobiliárias clandestinas.

Apesar de ter sido condenado a oito anos e quatro meses de prisão, Taillon obteve prisão domiciliar em março deste ano, com permissão para sair durante o dia. Seu pai, Dalmir, que também havia sido preso anteriormente e foi expulso da polícia, estava acompanhando Taillon no momento da prisão.

A ação foi realizada em conjunto com o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio de Janeiro. Três homens armados que faziam a segurança de Taillon Barbosa foram presos em flagrante no momento de sua prisão. A investigação sobre o caso dos médicos mortos por engano continua em andamento.

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