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Nas eleições parlamentares realizadas no último domingo (22/10) na Suíça, o Partido Popular Suíço (SVP), de extrema-direita, alcançou um impressionante resultado, conquistando quase 29% dos votos expressos, de acordo com projeções finais, que contam com uma margem de erro de 1%.
Comparado às eleições de 2019, o SVP obteve um aumento de 3,3 pontos percentuais, atingindo 62 assentos no parlamento suíço, que totaliza 200 deputados e senadores. Enquanto isso, os partidos ambientalistas sofreram perdas de até quatro pontos percentuais, reduzindo seu apoio para 9,2%.
De acordo com fontes locais, a extrema-direita ganhou nove assentos em comparação com a composição parlamentar anterior, consolidando sua posição no parlamento suíço. Enquanto isso, o Partido Social-Democrata acumulou mais dois assentos, totalizando 41 assentos.
Por outro lado, o Partido do Centro conquistou um assento, elevando seu total para 29, enquanto o Partido Liberal Radical perdeu um assento, caindo para 28. O Partido Verde perdeu cinco assentos, terminando com 23, e o Partido Liberal Verde perdeu seis assentos, totalizando dez.
A vice-presidente do Partido Verde, Aline Trede, expressou tristeza com a diminuição do apoio ao partido, afirmando: "Triste que o clima tenha perdido".
O Partido Popular Suíço já fazia parte da coligação governamental anterior e é o grupo político mais votado do país há mais de 20 anos.
Essas eleições determinaram a composição dos 200 representantes dos dois órgãos que compõem o parlamento suíço: o Conselho Nacional (câmara baixa) e o Conselho de Estados (câmara alta).
O aumento do apoio à extrema-direita e a diminuição dos partidos ambientalistas indicam uma mudança significativa no cenário político da Suíça e podem ter impacto nas futuras políticas e decisões do país.
