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Otan decide convidar Ucrânia para aliança militar, mas ingresso é adiado

Países membros da Otan isentam Ucrânia da apresentação de um plano de adesão formal

Escrito por
Thiago Freire
July 11, 2023
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<p>Durante o primeiro dia da reunião da cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em Vilnius, capital da Lituânia, os países membros decidiram convidar a Ucrânia para se juntar à aliança militar. No entanto, ressaltaram que o momento atual, marcado pela guerra contra a Rússia, não é propício para o ingresso, mas estão sendo criados caminhos para facilitar a adesão do país.</p>

<p>"Apresentaremos um convite para que a Ucrânia se junte à Otan quando os aliados estiverem de acordo e as condições forem cumpridas", disse o secretário-geral da aliança militar, Jens Stoltenberg.</p>

<p>Como gesto de boa vontade, os 31 países pertencentes à Otan decidiram isentar a Ucrânia da apresentação de um Plano de Solicitação de Adesão (MAP, na sigla em inglês), que faz parte do processo formal de adesão à Otan e avalia se o requerente atende aos padrões militares e governamentais da aliança militar.</p>

<p>"Isso muda o caminho da filiação da Ucrânia à Otan de um processo de duas etapas para um processo de apenas uma. Este é um pacote forte para a Ucrânia e um caminho da filiação da Ucrânia à Otan de um processo de duas etapas para um processo de apenas uma. Este é um pacote forte para a Ucrânia e um caminho claro para sua adesão à Otan", declarou Stoltenberg.</p>

<p>Além disso, a aliança militar anunciou a criação de um novo Conselho Otan-Ucrânia, que realizará sua primeira reunião em Vilnius na quarta-feira (12), com a participação do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. O objetivo é garantir que a Ucrânia tenha um assento à mesa da Otan para "consultar e decidir sobre questões de segurança", afirmou Stoltenberg.</p>

<p>No entanto, ainda nesta terça-feira, Zelensky criticou a Otan por supostamente não apresentar planos concretos e prazos para a admissão de Kiev. Sua declaração foi criticada por um diplomata sênior da Europa Central, que avaliou que Zelensky estava "indo longe demais".</p>

<p>Os países da Otan se comprometeram a continuar fortalecendo as Forças Armadas ucranianas em meio à guerra com a Rússia. A França ofereceu-se para enviar mísseis Scalp de longo alcance, capazes de viajar até 250 km. O Ministério da Defesa da Alemanha se comprometeu a enviar 700 milhões de euros para a Ucrânia, a serem usados em fins militares. O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, sugeriu oferecer o mesmo tipo de apoio dado a Israel, com um compromisso de longo prazo para fortalecer as capacidades militares do país.</p>

<p>O ministro ucraniano da Defesa, Oleksiy Reznikov, anunciou em sua conta no Twitter que a Ucrânia e mais 11 países assinaram um memorando garantindo o treinamento de pilotos ucranianos para caças F-16.</p>

<p>"É oficial: uma coalizão para treinamento de F-16 da Força Aérea Ucraniana foi formada! Hoje, 11 estados parceiros, além da Ucrânia, assinaram um memorando descrevendo os termos. Sou especialmente grato à Dinamarca e à Holanda por sua excelente liderança neste processo", publicou Reznikov.</p>

<p>Em fevereiro, Joe Biden recusou os pedidos de caças feitos por Zelensky, e a Otan também não via com bons olhos a entrega de aeronaves de quarta geração para a Ucrânia. No entanto, o treinamento da Força Aérea Ucraniana para pilotos de caças F-16 pode mudar esse cenário.</p>

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