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Durante a Operação Emergência 192, a Polícia Federal no Amazonas, destacou 25 policiais para cumprir mandados de busca e apreensão, durante uma ação contra desvio de recursos públicos e fraude em licitações, na cidade de Rio Preto da Eva.
A investigação é relacionada à compra de medicamentos e uma ambulância, realizada pela prefeitura em 2020, de uma empresa que não possuía atividade hospitalar como principal atividade, e sim o comércio varejista de material de construção.
Durante a ação duas pessoas foram presas em flagrante, cinco armas de fogo apreendidas, munições, documentos, aparelhos eletrônicos e artigos de luxo.
Foi apresentado à PF um questionamento da eficácia dos medicamentos adquiridos pela prefeitura por meio de licitação. Partindo daí, os agentes levantaram perguntas quanto à idoneidade da empresa que, como já foi mencionado, não exerce atividade principal na área hospitalar.
Rastros
Conforme as autoridades policiais, os envolvidos na fraude apresentaram propostas de licitação muito similares, com textos contendo os mesmo erros ortográficos, indicando um acordo prévio do resultado, e tentando "mascarar" fraude enviando propostas que parecessem fidedignas, o que logo foi descoberto pelos investigadores.
Também foi verificada a falta de concorrência livre durante o processo, já que as empresas "concorrentes" na verdade possuem ligação de confiança, afetiva e de procurações outorgadas entre seus sócios.
Os agentes também descobriram que os sócios dos empreendimentos também foram assessores comissionados da prefeitura de Rio Preto da Eva.
