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A nutricionista Betina Grusiecki, que acusa o deputado federal Carlos Alberto da Cunha de agressão, está enfrentando um profundo estado de trauma e viverá com medo, de acordo com sua advogada, Gabriela Manssur, especialista em Direito das Mulheres. A jovem de 28 anos foi supostamente agredida pelo deputado no apartamento onde moravam em Santos, no litoral de São Paulo. O casal estava em uma união estável há três anos.
Manssur relatou que Betina, quando a conheceu pessoalmente no escritório, parecia estar emocionalmente abalada e assustada com o caso de agressão. "Quando a vi, e até então só a tinha conhecido por meio das redes sociais, enxerguei outra pessoa. Vi uma 'criança' encolhida, assustada e sem saber o que fazer", afirmou Manssur. Ela também enfatizou que estão fazendo o possível para que Betina se sinta protegida, mas a advogada acredita que a jovem "nunca mais vai acordar sem medo".
Apesar da Justiça ter concedido uma medida protetiva a Betina contra o deputado, Manssur destacou que essa medida só é eficaz após a notificação oficial do agressor. Neste caso, a notificação ainda não ocorreu, pois o deputado não foi encontrado no endereço registrado no processo. A advogada informou que estão considerando até mesmo notificar o deputado via Congresso Nacional e Câmara dos Deputados devido ao cargo que ele ocupa.
O deputado Carlos Alberto da Cunha negou veementemente as acusações de agressão. A situação permanece em investigação e a medida protetiva não garantirá a prisão do deputado caso ele descumpra a ordem. Atualmente, há apenas um Projeto de Lei (PL) em tramitação no Congresso que aborda questões de eficácia nas medidas protetivas.
O caso de Betina destaca os desafios enfrentados por vítimas de violência doméstica e a necessidade de garantir que as medidas protetivas sejam eficazes e cumpridas para a segurança das vítimas.
