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O Ministério Público do Amazonas (MP-AM), e autoridades da Polícia Federal (PF) deram informações sobre a Operação Comboio, e confirmaram que o Procurador Geral de Justiça foi acionado, o que pode indicar uma investigação e possível prisão do atual secretário da SSP-AM, general Carlos Mansur.
Deflagrada na manhã desta terça, 29, a Operação investiga a prática de organização criminosa, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e peculato, praticada por policiais e alta cúpula da SSP-AM.
Ao serem questionados, representantes do MP-AM negaram a prisão do ex-secretário de segurança, Coronel Bonates, mas não negaram que o atual gestor da pasta, General Mansur, estivesse sob custódia, preferindo declinar a pergunta.
Conforme o superintendente da PF no Amazonas, delegado Umberto Ramos, cinco conduções para prestação de depoimento aconteceram de forma voluntária. Uma prisão em flagrante por posse ilegal de arma de fogo aconteceu, e outras três casos estão sendo analisados.
A investigação surgiu após denúncias de extorsões, praticadas por policiais da Secretaria de Segurança Pública e, ao identificarem o modus operandi, o MP-AM e PF começaram a organizar a ação, que foi planejada durante um ano, até ser deflagrada neste dia.
Um posto de combustível também está sendo investigado, por receber vantagens ilícitas, sem que a entrega de produto acontecesse. As autoridades reforçaram que a ação da Operação Comboio não tem ligação com a Operação Garimpo Urbano, mas uma relação entre elas está sendo investigada.
