Leia Também
<p></p>
<p></p>
<p>Em frente ao imponente prédio do parlamento da Moldávia, milhares de pessoas estão chegando de ônibus para um protesto contra o governo.</p>
<p>"Somos motivo de chacota - o governo está zombando de nós", uma manifestante chamada Ala diz. "Tem gente com quatro ou cinco filhos que literalmente não tem o que comer."</p>
<p>A Moldávia fica estrategicamente localizada na fronteira com a Ucrânia. Ela tem sua própria região separatista pró-Rússia. Mas o país depende do gás russo.</p>
<p>No ano passado, Moscou cortou pela metade seu fornecimento para a Moldávia, pressionando o governo, que busca manter unidas suas populações de língua romena e russa.</p>
<p>Os protestos contra o aumento do preço do gás e da eletricidade começaram no outono passado.</p>
<p>Na semana passada, a presidente disse que a Rússia já havia tentado desestabilizar a situação na Moldávia por meio da crise energética, que, segundo ela, "pretendia causar grande descontentamento entre a população e levar a protestos violentos".</p>
<p>O plano, diz a presidente, envolve "sabotadores com treinamento militar [...] que tomariam atitudes violentas, realizariam ataques a prédios de instituições estatais ou até mesmo fariam reféns".</p>
<p>Nas últimas semanas, 57 pessoas foram impedidas de entrar na Moldávia por terem demonstrado apoio à Rússia —incluindo um grupo de torcedores de futebol sérvios e vários boxeadores de Montenegro.</p>
<p>O espaço aéreo da Moldávia foi inesperadamente fechado por várias horas esta semana.</p>
