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Na noite de quinta-feira (17), Bernadete Pacífico, conhecida como Mãe Bernardete, foi assassinada a tiros, aos 72 anos. Ela era líder do Quilombo Pitanga dos Palmares, na Bahia.
De acordo com os relatos, dois homens usando capacete invadiram o terreiro que Bernadete comandava, fizeram as demais pessoas de refém e executaram a vítima. Há seis anos, o filho de Bernadete, Flávio Gabriel Pacífico dos Santos (Binho do Quilombo), também foi assassinado por dois homens armados na área do quilombo, e o crime até hoje segue sem conclusão.
Em nota, a Coordenação Nacional de Articulação de Quilombos (Conaq) disse:
“Junta-se à injustiça mais uma vítima da violência enfrentada por aqueles que ousam levantar suas vozes na defesa dos nossos direitos ancestrais. Mãe Bernadete, agora silenciada, era uma luz brilhante na luta contra a discriminação, o racismo e a marginalização. Atuava na linha de frente para solucionar o caso do assassinato do seu filho Binho e bravamente enfrentou todas adversidades que uma mãe preta pode enfrentar na busca por justiça e na defesa da memória e da dignidade de seu filho. Nessa luta, com coragem, desafiou o sistema e, como tantas mulheres, colocou seu corpo e sua voz na defesa de uma causa com a qual tinha um compromisso inabalável. Sua voz ressoava não apenas nas reuniões e eventos, mas também nos corações daqueles que acreditavam na mudança”.
A polícia da Bahia está investigando o caso.
