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O presidente da Real Federação Espanhola de Futebol, Luis Rubiales, anunciou em uma assembleia extraordinária da entidade que não pedirá demissão após a polêmica envolvendo um beijo forçado na jogadora Jennifer Hermoso, campeã do mundo com a seleção espanhola. Rubiales afirmou que está sendo vítima de um linchamento público e que o beijo foi consentido.
Rubiales considerou o "falso feminismo" um flagelo e acusou a situação de ser um "assassinato social". Ele afirmou que não renunciará ao cargo e defendeu que o beijo foi espontâneo, mútuo e consentido. Suas falas foram aplaudidas pelos técnicos das seleções feminina e masculina da Espanha.
A jogadora Jennifer Hermoso, vítima do beijo de Rubiales, condenou a atitude do dirigente e afirmou que o sindicato de jogadores profissionais está trabalhando para que atos desse tipo não fiquem impunes.
Após o anúncio de que Rubiales permanecerá no cargo, o atacante Borja Iglesias anunciou que não jogará pela seleção até que esse tipo de ato não fique impune. A notícia da permanência de Rubiales surpreendeu os jornais esportivos da Espanha, que haviam especulado sua renúncia.
A FIFA abriu um processo disciplinar contra Rubiales devido ao beijo forçado em Jennifer Hermoso. A entidade alegou que o ato do presidente violou o artigo 13 do Código Disciplinar da FIFA, que trata de condutas ofensivas e violações dos princípios do fair play. A decisão final sobre o processo ainda será tomada.
A vice-primeira-ministra do governo espanhol e ministra do Trabalho e Economia Social, Yolanda Díaz, considerou o comportamento de Rubiales inaceitável e defendeu a necessidade de medidas urgentes para destituí-lo da presidência da federação.
O incidente gerou um debate intenso sobre consentimento, feminismo e conduta em relação às mulheres no esporte, destacando questões importantes sobre respeito e igualdade de gênero.
