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O julgamento civil do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está em andamento em Manhattan e envolve acusações que ameaçam desmantelar partes de seu império empresarial e reduzir drasticamente sua capacidade de fazer negócios em Nova York.
Trump, que é o principal candidato à indicação presidencial republicana para as eleições presidenciais norte-americanas de 2024, é acusado, juntamente com seus dois filhos e outros parceiros de negócios, de inflar o valor de seus ativos em bilhões de dólares para obter termos de empréstimo e seguros mais favoráveis.
A procuradora-geral do Estado de Nova York, a democrata Letitia James, busca pelo menos US$ 250 milhões em multas, uma proibição permanente contra Trump e seus filhos Donald Jr. e Eric de administrarem empresas em Nova York, e uma proibição de cinco anos para atuarem no setor imobiliário contra Trump e a Trump Organization.
O julgamento ocorre após o juiz Arthur Engoron, que preside o caso, decidir que Trump cometeu fraude e cancelar os certificados comerciais de empresas que controlam partes valiosas de seu portfólio, incluindo a Trump Tower e a 40 Wall Street em Manhattan. O juiz nomeou administradores para supervisionar a dissolução dessas empresas.
Trump nega veementemente qualquer irregularidade e seus advogados afirmam que vão recorrer da decisão.
Durante o julgamento, Trump compareceu pessoalmente, acompanhado de agentes do serviço secreto, e foi acusado de "mentir ano após ano" em suas declarações financeiras. Seu advogado argumentou que as avaliações de Trump subestimaram o valor de seus ativos e foram baseadas em sua perspicácia comercial.
Nos últimos meses, Trump tem usado seus problemas legais como uma fonte de arrecadação de fundos para sua campanha presidencial, alegando, sem provas, que os democratas estão usando processos judiciais falsos para impedi-lo de retornar à Casa Branca.
Trump enfrenta processos em Washington por seus esforços para reverter sua derrota na eleição de 2020, na Geórgia por tentativas de alterar a contagem de votos, na Flórida por manuseio inadequado de documentos confidenciais após deixar a Presidência e em Nova York por suborno a uma estrela pornô. Em todos os casos, ele se declarou inocente.
