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<p>De acordo com a polícia italiana, Hermes Mario Tarigo Giordano, ex-militar uruguaio de 82 anos, foi extraditado para o Uruguai após ser procurado desde 2019 por crimes cometidos durante a ditadura militar no país. Ele foi entregue às autoridades uruguaias no aeroporto Fiumicino, em Roma, na quarta-feira.</p>
<p>Tarigo Giordano é acusado de torturar e causar a morte de Alter Gerardo Moises, um jovem ativista argentino de esquerda, durante a ditadura militar no Uruguai em 1973. Na época, Moises era membro do Partido Revolucionário dos Trabalhadores (PRT) e do Movimento de Libertação Nacional (MLN), conhecido como "Tupamaros". O ativista foi preso pelo Exército e transferido para um quartel-general, onde morreu sob tortura aos 27 anos.</p>
<p>O ex-militar, que encerrou a carreira no posto de coronel, estava foragido desde 2011. Segundo informações de associações uruguaias que acompanham casos relacionados à ditadura, Tarigo Giordano era capitão na época dos crimes.</p>
<p>Em 2011, o Parlamento uruguaio aprovou uma lei declarando imprescritíveis os crimes cometidos durante a ditadura militar, que durou de 1973 a 1985. A extradição de Tarigo Giordano é mais um passo importante na busca por justiça e responsabilização pelos crimes ocorridos nesse período sombrio da história do Uruguai.</p>
