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<p>Nesta segunda-feira, forças israelenses realizaram um ataque na cidade de Jenin, na Cisjordânia, usando drones e centenas de soldados por terra. O campo de refugiados local foi atingido, resultando na morte de sete pessoas, de acordo com autoridades locais.</p>
<p>Essa operação representa a maior ação militar israelense na Cisjordânia no último ano e foi uma resposta aos ataques de militantes palestinos contra colonos judeus na região. As autoridades de Tel Aviv alegam que suas tropas atacaram apenas alvos criminosos.</p>
<p>Até o início da manhã desta segunda-feira, as tropas israelenses ainda estavam em busca de suspeitos no campo de refugiados de Jenin, que abriga cerca de 14 mil pessoas em uma área de menos de meio quilômetro quadrado. Moradores relataram falta de energia elétrica na região.</p>
<p>As Brigadas de Jenin, formadas por grupos militantes, afirmaram ter derrubado um dos drones israelenses durante o ataque.</p>
<p>A operação começou no início da madrugada com um ataque aéreo a um prédio que, segundo o coronel israelense Richard Herdt, era usado pelos militantes para planejar ataques. O objetivo da operação era destruir e confiscar armas, declarou Herdt.</p>
<p>O coronel acrescentou que as forças israelenses estão agindo contra alvos específicos e não têm intenção de permanecer no campo de refugiados de forma permanente.</p>
<p>Enquanto isso, o ministro das Relações Exteriores de Israel, Eli Cohen, elogiou os esforços do exército e acusou o Irã de estar por trás da violência, ao financiar grupos armados palestinos.</p>
<p>No entanto, autoridades de Jenin rejeitaram as alegações e afirmaram que a violência é uma resposta natural aos 56 anos de ocupação desde que Israel capturou a Cisjordânia durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967.</p>
<p>A situação na região permanece tensa, aumentando as preocupações sobre a escalada do conflito entre Israel e Palestina.</p>
