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O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irã, Nasser Kannani, anunciou nesta segunda-feira a iminente libertação de cinco cidadãos norte-americanos que estavam detidos no país. Essa notícia vem na sequência de um acordo alcançado entre o Irã e os Estados Unidos, que puseram fim a um impasse diplomático. A Administração Biden havia denunciado as detenções como baseadas em pretextos falsos.
O ministro iraniano revelou que espera que o acordo entre as duas nações seja concluído ainda hoje. Um avião do Catar está preparado no Irã para transportar os cinco norte-americanos para Doha. Como parte do acordo, cerca de seis bilhões de dólares que estavam bloqueados em contas na Coreia do Sul serão transferidos para o Catar.
A CNN internacional reportou que as autoridades catarianas confirmaram que o montante se encontra no país. Esse dinheiro retornará ao Irã, porém, a Administração Biden estipulou que os fundos só podem ser utilizados para fins humanitários, com todas as transações sujeitas a monitoramento pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.
Essa parte do acordo facilita a libertação dos cinco prisioneiros norte-americanos, sendo apenas três deles identificados: Emad Shargi, Morad Tahbaz e Siamak Namazi. Shargi e Tahbaz estão detidos há cinco anos, enquanto Namazi está em custódia desde 2015. A identidade dos outros dois detidos permanece desconhecida.
O presidente Biden enfrentou críticas, principalmente de republicanos e de familiares de outros detidos políticos no Irã. Ambos os grupos acusam Biden de negociar com um "Estado terrorista" e temem que esse acordo possa encorajar o Irã a deter mais norte-americanos como instrumento diplomático. Esta libertação, no entanto, representa um passo notável nas relações entre o Irã e os Estados Unidos, que têm enfrentado anos de tensões.
