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No último fim de semana, trabalhadores sindicalizados das três maiores montadoras em Detroit, nos Estados Unidos - Ford, General Motors e Stellantis (dona de marcas como Jeep e Dodge) - iniciaram uma greve que está sendo considerada uma das maiores da história do setor automobilístico norte-americano.
A greve, que começou na sexta-feira (15/09), foi convocada pelo líder sindical Shawn Fain, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Automobilística (UAW, na sigla em inglês). Os trabalhadores estão reivindicando um aumento salarial de 36% a cada quatro anos, em oposição à oferta inicial das empresas de 20%. Além disso, eles buscam uma jornada de trabalho de 32 horas semanais.
Outra questão importante levantada pelo sindicato é a atual legislação dos EUA, que permite que novas fábricas de baterias para carros elétricos contratem trabalhadores não sindicalizados. Isso resulta em salários menores para os trabalhadores dessas fábricas e demissões nas empresas que empregam trabalhadores sindicalizados.
O líder sindical Shawn Fain destacou que esta é a primeira vez na história que uma greve envolve trabalhadores das três principais montadoras ao mesmo tempo e que estão usando uma nova estratégia. Inicialmente, a greve paralisou uma fábrica de cada empresa, com cerca de 14 mil trabalhadores parados.
A UAW planeja aumentar o número de fábricas e trabalhadores envolvidos na greve se as empresas e o governo não aceitarem suas reivindicações.
Essa greve representa a primeira ação organizada pela UAW desde o início da pandemia de covid-19 e é considerada uma das maiores greves no setor automobilístico dos EUA.
Especialistas apontam que uma greve prolongada poderia afetar significativamente a economia dos Estados Unidos, que já enfrenta alta inflação. Além disso, há preocupações sobre o impacto político da greve, já que as próximas eleições presidenciais estão previstas para 2024.
