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<p>Com um apelo sole e uma convocação de greve geral, o presidente de Israel e a grande central sindical do país pediram nesta segunda-feira, 27, ao governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu que paralise o projeto de reforma judicial, que gerou novos protestos de crítica no domingo.</p>
<p>"Toda a nação está profundamente preocupada. Nossa segurança, nossa economia e nossa sociedade estão ameaçadas", afirmou o presidente Isaac Herzog.</p>
<p>"Em nome da unidade do povo de Israel, em nome da responsabilidade necessária, eu peço a vocês que interrompam o processo legislativo imediatamente", acrescentou Herzog em um comunicado dirigido ao gabinete de Netanyahu e a seus aliados no Parlamento.</p>
<p>Herzog fez o apelo após as manifestações de domingo à noite em Tel Aviv, organizadas depois que Netanyahu demitiu o ministro da Defesa, Yoav Gallant, por pedir uma pausa de um mês no processo legislativo de aprovação da reforma.</p>
<p>O projeto do governo de Netanyahu, um dos Executivos mais à direita na história de Israel, pretende aumentar o poder dos políticos sobre os juízes e diminuir o papel da Suprema Corte.</p>
<p>Os críticos afirmam que a reforma ameaça a separação dos poderes e, portanto, o caráter democrático do Estado de Israel. A rejeição ao projeto provocou nos últimos meses um dos maiores movimentos populares de protestos da história do país.</p>
