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O governo de Cuba está investigando uma rede de recrutamento ilegal que opera a partir da Rússia e tem como objetivo aliciar cubanos para participar em "operações de guerra na Ucrânia". O Ministério das Relações Exteriores de Cuba divulgou uma nota na segunda-feira (04) afirmando que o governo de Díaz-Canel está trabalhando para neutralizar e desmantelar essa rede.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores de Cuba, a rede tinha como objetivo incorporar cidadãos cubanos que vivem na Rússia, e até mesmo alguns que residem em Cuba. Os envolvidos nesse esquema foram denunciados pelas autoridades.
A nota do governo cubano enfatizou que Cuba não faz parte da guerra na Ucrânia e que atuará com vigor contra qualquer pessoa, do território nacional, que participe em qualquer forma de tráfico de pessoas com a finalidade de recrutamento ou mercenarismo de cidadãos cubanos para uso de armas contra qualquer país.
O chanceler de Cuba, Bruno Rodríguez, destacou que o país está agindo contra essas operações com a força da lei. No entanto, a nota não especificou se algum cidadão cubano se juntou efetivamente à guerra no território ucraniano como parte dessa rede, nem se o esquema tinha alguma ligação com o governo russo.
De acordo com informações locais, vários jovens cubanos são enganados por traficantes e enviados para a Rússia como recrutas para participar da guerra na Ucrânia. Dois indivíduos denunciaram que viajaram para a Europa achando que trabalhariam como pedreiros em Kiev. O governo cubano reforçou sua posição histórica contra o mercenarismo e destacou que desempenha um papel ativo nas Nações Unidas no combate a esse tipo de prática.
