Leia Também
A crise no Equador atingiu seu segundo dia nesta quarta-feira (10), marcado por uma onda de violência que levou o presidente Daniel Noboa a decretar "conflito armado interno" na terça-feira (9), em uma tentativa desesperada de conter a situação. Até a conclusão desta matéria, 70 pessoas já haviam sido detidas.
O caos teve início na segunda-feira (8) com a fuga do criminoso José Adolfo Macías, conhecido como "Fito", líder da temida facção criminosa "Los Choneros". O governo planejava transferir Fito e outros líderes para uma prisão de segurança máxima. Em resposta à fuga, o presidente decretou estado de exceção, criando um toque de recolher e restringindo direitos básicos.
A situação escalou rapidamente, com cidades registrando invasões, explosões e sequestros. Em Guayaquil, a TV estatal TC Televisión foi invadida por homens armados, e uma universidade teve suas aulas suspensas após ser invadida por criminosos. Pelo menos oito pessoas foram mortas e duas feridas em Guayaquil, enquanto penitenciárias sofreram tentativas de motim e sequestro de guardas.
Em meio ao caos, o governo autorizou as Forças Armadas a realizar operações para neutralizar grupos criminosos. Até agora, a ação resultou em 70 pessoas detidas, 17 presos recapturados e a apreensão de armas de fogo, explosivos e veículos.
O presidente Daniel Noboa declarou "conflito armado interno", identificando 22 facções criminosas e "atores beligerantes não estatais" como organizações terroristas. As Forças Armadas foram instruídas a executar operações militares "respeitando os direitos humanos". Durante a noite de terça-feira, Noboa anunciou a instalação do Conselho de Segurança Pública e do Estado (Cosepe).
A crise levou o governo e autoridades de outros países a adotarem medidas, como a suspensão das aulas presenciais em todo o país e o envio de reforços policiais pelo Peru para a fronteira com o Equador.
