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Coreia do Norte lança míssil no mar perto do Japão em “violação descarada” de resoluções da ONU

A Coreia do Norte lançou um míssil balístico intercontinental (ICBM), o segundo teste de mísseis do regime de Kim Jong Un em dois dias. O ato foi condenado pelos EUA e seus aliados como uma “violação descarada” das resoluções da ONU.

Escrito por
Redação
November 19, 2022
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<p class="has-small-font-size">A Coreia do Norte lançou um míssil balístico intercontinental (ICBM), o segundo teste de mísseis do regime de Kim Jong Un em dois dias. O ato foi condenado pelos EUA e seus aliados como uma “violação descarada” das resoluções da ONU.</p>

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<p class="has-small-font-size">O ICBM foi lançado por volta das 10h15 da manhã, hora local, da área de Sunan, na capital norte-coreana, Pyongyang, e voou cerca de 1.000 quilômetros para leste, disse o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul (JCS).</p>

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<p class="has-small-font-size">O primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, disse que o míssil provavelmente caiu na zona econômica exclusiva do Japão (EEZ), a cerca de 210 quilômetros a oeste da ilha japonesa de Oshima Oshima, de acordo com a Guarda Costeira do Japão. Ele não voou sobre o Japão.</p>

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<p class="has-small-font-size">“A Coreia do Norte continua realizado ações de provocação com uma frequência nunca antes vista”, disse o primeiro-ministro a repórteres na sexta-feira, em reunião de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC) em Bangcoc, Tailândia.</p>

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<p class="has-small-font-size">“Quero reafirmar que não podemos aceitar tais ações”, declarou.</p>

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<p class="has-small-font-size">Segundo Kishida, o governo japonês continuará coletando e analisando informações e fornecendo atualizações imediatas ao povo. Até agora, não houve relatos de danos aos navios no mar, acrescentou Kishida.</p>

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<p class="has-small-font-size">O ICBM atingiu uma altitude de cerca de 6.100 quilômetros em velocidade Mach 22, ou 22 vezes a velocidade do som, de acordo com o JCS, que disse que os detalhes estavam sendo analisados pelas autoridades de inteligência da Coreia do Sul e dos EUA.</p>

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<p class="has-small-font-size">Na manhã de sexta-feira, a vice-presidente dos EUA, Kamala Harris, teve uma reunião fora da cúpula da APEC com líderes do Japão, Coreia do Sul, Austrália, Nova Zelândia e Canadá para condenar o lançamento.</p>

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<p class="has-small-font-size">“Pedi a esse grupo de aliados e parceiros para se juntarem a nós para condenar o lançamento de mísseis balísticos de longo alcance da Coreia do Norte”, afirmou a vice-presidente. “Também pedi a eles que se juntassem para que nós, como aliados e parceiros, possamos conversar sobre os próximos passos. A conduta mais recente da Coreia do Norte constitui uma violação descarada das múltiplas resoluções de Segurança da ONU. Desestabiliza a segurança na região e aumenta as tensões desnecessariamente”.</p>

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<p class="has-small-font-size">O presidente sul-coreano, Yoon Suk Yeol, também ordenou na sexta-feira a “execução ativa” de medidas reforçadas de dissuasão estendida contra a Coreia do Norte.<br>O presidente disse que seu governo fortalecerá sua aliança com o governo dos EUA e reforçará sua postura de defesa e cooperação sobre segurança com os EUA e o Japão.</p>

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<p class="has-small-font-size">“O governo não vai tolerar as provocações da Coreia do Norte”, comunicou o gabinete. “Temos capacidade de resposta esmagadora e vontade de reagir imediatamente a qualquer provocação norte-coreana, então a Coreia do Norte não deve cometer um erro de julgamento”.</p>

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<p class="has-small-font-size">A declaração acrescenta que a Coreia do Norte não ganha nada através de provocações contínuas, enquanto alerta que as sanções contra o país só serão reforçadas, resultando no maior isolamento internacional de Pyongyang.</p>

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<p style="font-size:17px"><strong>Teste da escala do míssil</strong></p>

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<p class="has-small-font-size">O míssil de sexta-feira atingiu cerca de 100 quilômetros de altitude e distância a menos em comparação com aquele lançado de Pyongyang em 24 de março, que registrou a maior altitude e a maior duração de qualquer míssil norte-coreano já testado, de acordo com um relatório da Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA) na época. O míssil de março atingiu uma altitude de 6.248 quilômetros e voou por uma distância de 1.090 quilômetros, informou a KCNA.</p>

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<p class="has-small-font-size">Chamando o lançamento de uma “provocação significativa e um grave ato de ameaça”, o estado-maior da sul-coreano advertiu a Coreia do Norte por violar a resolução do Conselho de Segurança da ONU e pediu-lhe que parasse imediatamente.</p>

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<p class="has-small-font-size">A Base Aérea de Misawa emitiu um alerta para que as pessoas se abrigassem após o disparo do míssil, de acordo com o coronel da Força Aérea dos EUA Greg Himite, diretor de assuntos públicos para as forças dos EUA no Japão. O alerta foi suspenso e os militares dos EUA ainda estão analisando a trajetória do voo.</p>

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<p class="has-small-font-size">O presidente dos EUA, Joe Biden, foi informado sobre o lançamento do míssil e sua equipe de segurança nacional “continuará fazendo consultas diretas a aliados e parceiros”, disse a porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Adrienne Watson, em comunicado nesta sexta-feira.</p>

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<p class="has-small-font-size">“A porta não foi fechada para a diplomacia, mas Pyongyang deve cessar imediatamente suas ações desestabilizadoras e, no lugar delas, escolher o engajamento diplomático���, completou Watson. “Os Estados Unidos tomarão todas as medidas necessárias para garantir a segurança da pátria americana, da República da Coreia e dos aliados japoneses”.</p>

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<p class="has-small-font-size">O lançamento de sexta-feira ocorre um dia depois de o governo norte-coreano disparar um míssil balístico de curto alcance nas águas da costa leste da Península Coreana, e emitir um aviso severo aos Estados Unidos de uma “contra-ação militar mais feroz” por causa de seus laços de defesa mais estreitos com a Coreia do Sul e o Japão.</p>

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<p class="has-small-font-size">A ação de sexta-feira foi o segundo teste de lançamento de um ICBM neste mês. Em 3 de novembro, um míssil foi disparado e aparentemente falhou, segundo disse uma fonte do governo sul-coreano à CNN na época.</p>

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<p style="font-size:17px"><strong>Aumento dos testes de mísseis</strong></p>

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<p class="has-small-font-size">A aceleração agressiva nos testes de armas e na retórica provocou alarme na região, com os EUA, a Coreia do Sul e o Japão respondendo com lançamentos de mísseis e exercícios militares conjuntos.</p>

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<p class="has-small-font-size">Leif-Eric Easley, professor associado de Estudos Internacionais na Universidade de Ewha Womans, em Seul, disse que a Coreia do Norte está “tentando interromper a cooperação internacional ao aumentar as tensões militares e sugerir que ela tem a capacidade de manter cidades norte-americanas sob risco de ataque nuclear”.</p>

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<p class="has-small-font-size">A Coreia do Norte realizou testes de mísseis por 34 dias este ano, às vezes disparando vários mísseis em um único dia, de acordo com uma estimativa da CNN. A contagem inclui tanto mísseis de cruzeiro como mísseis balísticos, sendo a maior parte neste ano formada por balísticos.</p>

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