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O Norte do Kosovo se tornou palco de confrontos entre homens armados e policiais, logo após a morte de um militar. O primeiro-ministro do Kosovo, Albin Kurti, informou que pelo menos 30 homens fortemente armados se entrincheiraram em um mosteiro e estão cercados pela polícia. O Kosovo acusa a Sérvia pelo ataque, que foi condenado pela União Europeia.
Kurti classificou o ocorrido como um ato de terrorismo e culpou o governo sérvio, afirmando que o "crime organizado, com apoio político, financeiro e logístico de funcionários de Belgrado, está atacando nosso país".
O confronto teve início quando uma patrulha policial foi emboscada na região próxima à fronteira com a Sérvia. A patrulha foi atacada por um grupo armado enquanto se dirigia para uma estrada fechada na área. Um policial foi morto, e outro ficou ferido no ataque.
A presidente do Kosovo, Vjosa Osmani, denunciou os ataques como um ataque contra o Kosovo e responsabilizou grupos criminosos organizados pela Sérvia, que têm desestabilizado a região há muito tempo.
Por sua vez, o presidente sérvio, Aleksandar Vucic, prometeu desacreditar as afirmações de Kurti e pediu apoio à Sérvia para esclarecer a situação.
A União Europeia condenou o ataque e pediu que os responsáveis sejam julgados. A situação no Norte do Kosovo eleva ainda mais as tensões entre Kosovo e Sérvia, que têm mantido relações complexas desde a guerra do Kosovo em 1998-1999.
A comunidade internacional instou ambas as partes a reduzirem a tensão e destacou que o ressurgimento das hostilidades pode afetar a possível adesão de Belgrado e Pristina à União Europeia. As negociações entre Kosovo e Sérvia têm enfrentado dificuldades, com questões de fronteira e reconhecimento da independência do Kosovo permanecendo como pontos de discordância.
