Nesta terça-feira (16), a chama olímpica foi acesa na Grécia, iniciando um revezamento que percorrerá 400 cidades francesas até iluminar a pira das Olimpíadas de Paris, na cerimônia de abertura em 26 de julho. Em Paris, a chama passará pelo Bataclan e pelo Memorial Shoah, locais marcados por tragédias, com o objetivo de levar paz aos locais marcados por momentos de dor.
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A prefeita de Paris, Anne Hidalgo, destacou a importância da chama olímpica como mensagem de paz e amizade, especialmente em um momento em que o mundo enfrenta tantos desafios.
O terrorismo do Estado Islâmico deixou mais de 130 mortos em uma série de ataques em Paris em 13 de novembro, sendo o Bataclan o alvo mais letal, com 89 vítimas fatais. O Memorial Shoah, por sua vez, é um museu dedicado à história do povo judeu e do holocausto, localizado em Marrais, bairro que abrigava a maior população judia antes da Segunda Guerra Mundial.
O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, destacou o papel da chama olímpica como símbolo do espírito olímpico e de paz, especialmente em um momento de conflitos no mundo, como a guerra na Ucrânia que resultou na exclusão da Rússia e Belarus dos Jogos.
A tocha olímpica percorrerá primeiro a Grécia até ser entregue aos franceses em 26 de abril, em Atenas. Em seguida, a chama seguirá para Marselha a bordo do veleiro centenário Belem, em uma jornada sustentável cruzando o Mediterrâneo à vela, chegando à França em 7 de maio. O revezamento terá 68 etapas na França, percorrendo 400 cidades e incluindo territórios ultramarinos, totalizando três continentes além da Europa.
