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<p>Terceiro colocado nas eleições do Paraguai, o extremista Paraguayo Cubas do partido ultrarreacionário Cruzada Nacional, foi preso preventivamente, nesta sexta-feira, 5, por incentivar atos contra o resultado das urnas eletrônicas. Ele foi detido enquanto fazia uma transmissão ao vivo no Facebook, em San Lorenzo, localizado a quase 100 quilômetros da capital Assunção. Líder da extrema-direita no país, ele é chamado de "Bolsonaro do Paraguai" por ser um admirador e seguidor do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro (PL).</p>
<p>Cubas havia pedido a seus seguidores que fossem às ruas tumultuar o país e que não reconhecessem o resultado das eleições, vencidas pelo economista Santiago Peña, do governista Partido Colorado (conservador). Peña obteve 42,7% dos votos, contra 27,4% de seu principal rival, Efraín Alegre, da coalizão de centro-esquerda Concertación Nacional. Cubas ficou com 22,9% dos votos.</p>
<p>Após liderar protestos contra o resultado das eleições presidenciais, o ex-candidato à presidência foi preso pela Polícia Nacional, que cumpria uma ordem de prisão emitida pelo Ministério Público. Cubas agora está preso na sede do Agrupamento Especializado da Polícia, e é alvo de pelo menos cinco acusações, entre elas: perturbação da paz pública, ameaça de atos puníveis, tentativa de interrupção das eleições presidenciais, tentativa de coerção a órgãos constitucionais e resistência.</p>
<p>Apesar das alegadas fraudes, divulgadas por Cubas nas redes sociais, entidades internacionais como a Organização dos Estados Americanos (OEA) e a União Europeia (UE) atestaram a lisura do processo eleitoral. A missão da OEA concluiu que "não existe nenhuma razão que ponha em dúvida os resultados apresentados pela autoridade eleitoral", e a União Europeia afirmou que "o processo eleitoral se deu de forma transparente e satisfatória".</p>
<h2>“Brasileiros bandidos"</h2>
<p>Em 2019, Paraguayo Cubas teve o mandato cassado por "uso de influências", agressão física e incitação à violência. Payo chegou a dizer que queria a morte de 100 mil brasileiros, que segundo ele seriam "bandidos", durante uma ação policial em fazenda.</p>
