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Candidato a Presidente do Equador é Assassinado em Quito

Atual presidente, Guillermo Lasso, afirma que crime não ficará impune e promete resposta firme

Escrito por
Thiago Freire
August 10, 2023
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Fernando Villavicencio, candidato a presidente do Equador, foi brutalmente assassinado com três tiros na cabeça após sair de um encontro político na cidade de Quito nesta quarta-feira (9). A mídia do país relatou o trágico incidente, que deixou a população chocada e levantou preocupações sobre a violência política no país.

Assessores de Villavicencio confirmaram sua morte, e vídeos de um atentado foram postados em seu perfil no Instagram. O político estava em 5º lugar em uma pesquisa recente publicada pelo jornal "El Universo".

De acordo com relatos do jornal, as pessoas que estavam no encontro de campanha ouviram disparos e, em seguida, viram Villavicencio cair no chão. A brutalidade do assassinato chocou a nação e gerou um clamor por justiça.

O atual presidente do Equador, Guillermo Lasso, afirmou em uma rede social que o gabinete de segurança do país se reunirá para responder ao crime. Ele enfatizou que o crime organizado não ficará impune e que a lei será aplicada com rigor contra os responsáveis.

O Equador tem enfrentado um aumento da violência nos últimos anos, com ligações ao narcotráfico. Durante o processo eleitoral, houve relatos de assassinatos de políticos e ameaças a autoridades. A presidente do Conselho Nacional Eleitoral, Diana Atamaint, alertou para as ameaças de morte que funcionários públicos estavam recebendo.

A taxa de homicídios no país dobrou em 2022, chegando a 25 a cada 100 mil habitantes, e a situação continua preocupante em 2023. A violência política e a insegurança têm impactado o clima eleitoral no Equador.

O país está prestes a realizar eleições gerais em 20 de agosto, que incluem a escolha de presidente, vice-presidente e 137 parlamentares. O presidente Guillermo Lasso dissolveu a Assembleia Nacional em maio para enfrentar a "crise política grave e comoção interna". A dissolução levou a eleições antecipadas em meio a um julgamento político para destituí-lo. A tragédia recente destaca os desafios e a complexidade do cenário político e de segurança no Equador.

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