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<p>O governo brasileiro, por meio do Itamaraty, expressou as condolências e solidariedade aos familiares das vítimas de um acidente que envolveu três trens na Índia. Até a manhã deste último sábado, 3, as autoridades indianas já haviam contabilizado 288 óbitos e cerca de 1000 feridos foram encaminhados a hospitais. Mas, de 288, o saldo ainda pode subir para 380 mortos, conforme alertou neste domingo, 4, o diretor do corpo de bombeiros de Odisha, Sudhanshu Sarangi.</p>
<p>“O governo brasileiro recebeu, com pesar, a notícia do acidente ferroviário ocorrido ontem no estado de Odisha, na Índia, que resultou em cerca de 300 mortes e deixou grande número de feridos. O Brasil expressa suas condolências e solidariedade aos familiares das vítimas, ao povo e ao governo da Índia”, diz nota do Ministério das Relações Exteriores.</p>
<p>Rodrigo Pacheco, também manifestou solidariedade após o descarrilamento. "Que as autoridades locais trabalhem rapidamente nas operações de resgate, no auxílio aos feridos e em ações para que tragédias como essa não se repitam na história do povo indiano", escreveu o presidente do Senado Federal no Twitter.</p>
<h2>Causa do acidente</h2>
<p>Neste domingo, 4, o ministro das Ferrovias do país, Ashwini Vaishnaw afirmou que o acidente na Índia foi causado por um erro no sistema de sinalização eletrônica que levou um dos trens a mudar de trilho erroneamente. “Vamos descobrir quem fez isso e como o acidente aconteceu”, afirmou o ministro à agência de notícias ANI, mas acrescentou que não era apropriado dar detalhes antes da elaboração do relatório final da investigação. Ashwini disse ainda que “uma mudança ocorrida durante o intertravamento eletrônico causou o desastre”. Já o primeiro-ministro Narendra Modi, que se deslocou ao local da tragédia, prometeu que “nenhum responsável” pelo acidente será poupado.</p>
<p>O Times of India, que obteve acesso às investigações preliminares, também informou neste domingo, que um erro humano pode ter causado um dos piores acidentes ferroviários do país. O Coromandel Express, que ligava Calcutá e Chennai, tinha recebido luz verde para circular na estrada principal, mas teria sido desviado por erro de um controlador para uma via onde estava parado um comboio de mercadorias.</p>
<p>O comboio de passageiros colidiu com este trem a uma velocidade de 130 km/h. Três vagões foram deixados na pista adjacente, atingindo a traseira de um expresso de passageiros de Bangalore para Calcutá. Esta segunda colisão foi a que causou mais impactos e danos.</p>
<p>Uma escola secundária próxima ao local da tragédia, no estado de Odisha, foi transformada em necrotério improvisado, onde as autoridades acompanham as famílias para tentar identificar seus entes queridos. De acordo com Arvind Agarwal, chefe do necrotério improvisado, os corpos estão “quase irreconhecíveis” depois de mais de 24 horas sob um calor escaldante. É quase provável que os cadáveres passem por testes de DNA para identificação.</p>
<h2>Operações encerradas</h2>
<p>Cerca de 24 horas depois do acidente, as operações de resgate foram encerradas, após as vistorias em todos os vagões. “Todos os corpos e passageiros feridos foram retirados do local do acidente”, disse à AFP um funcionário da sala de coordenação de emergências de Balasore.</p>
