Matérias
Esporte

Arena da Amazônia pode não estar pronta para grandes jogos

A partida que garantiu o acesso do Amazonas FC mostrou que a Arena da Amazônia pode não estar pronta para receber grandes jogos

Escrito por
Lucas Albarado
October 10, 2023
Leia em
X
min
Compartilhe essa matéria
Leia Também

Após a euforia do acesso à série B do Campeonato Brasileiro, pelo clube Amazonas FC, restou uma dúvida. Manaus possui estrutura suficiente para receber 19 jogos do Brasileirão, além de partidas da Copa do Brasil e Copa Verde? 

Durante a partida que garantiu a classificação, uma equipe do Diário da Capital recebeu diversas denúncias de torcedores sobre problemas de organização e estruturais. 

Estrutura

Como já mencionamos, serão ao menos 19 jogos do Campeonato Brasileiro, além de partidas da Copa do Brasil e Copa Verde, que devem iniciar em fevereiro de 2024, e o gramado visto na partida nem de longe está adequado para receber tantos jogos importantes, como um jogo classificatório.

Era perceptível a má qualidade do gramado, com grama faltando em alguns pontos, vegetação ressecada e uma verdadeira lama na meta dos goleiros.

Sobre isso, a Secretaria de Estado do Desporto e Lazer (Sedel) informou:

“A Secretaria de Estado do Desporto e Lazer (Sedel) já trabalha com o planejamento de manutenção da Arena da Amazônia, que vai estar em plenas condições de receber os jogos da série B”. 

Antes cotada como uma das cidades a receber Brasil x Argentina, na partida das classificatórias para Copa do Mundo 2026, Manaus pode ficar de fora deste grande evento justamente por conta de seu gramado. 

Fernando Diniz, atual técnico da seleção brasileira, informou que busca um gramado 100% para seus jogadores, já que seu estilo de jogo com posse e bastante movimentação, depende de uma gramado nas melhores condições possíveis. 

Danilo, lateral direito da amarelinha, reforçou o pedido de Diniz:

“Não estamos pedindo arenas super modernas. Mas o gramado para nós é super importante, pela maneira que a gente trabalha”, disse.

Entrada 

Outro ponto abordado é o de controle de acesso aos torcedores. A Arena da Amazônia possui capacidade máxima para 44.300 torcedores, e a Federação Amazonense de Futebol (FAF) divulgou que a lotação estava em 44.500 na tarde da partida, 200 a mais que a capacidade. 

Isso ficou claro por quem estava presente, com todas as cadeiras preenchidas, e centenas de pessoas amontoadas pelos corredores, sentadas nas escadas dos anéis, e também nas escadas de acesso. 

Entramos em contato com o governo do Estado sobre essa situação, e recebemos como resposta:

“Informamos ainda que, caso seja comprovado o excesso de pessoas além da capacidade do estádio, os órgãos competentes vão acionar o clube responsável, conforme determinam as regras para a realizações de eventos desse porte”. 

Um repórter do Diário da Capital esteve presente, e não apenas viu, como colheu relato de torcedores sobre a desorganização relacionada a venda dos ingressos, que não possuíam numeração por cadeira, fazendo com que a acomodação dentro do estádio se tornasse uma descomunal ‘dança das cadeiras’ que provavelmente você leitor, tenha participado quando criança. 

A não marcação de lugares gerou alguns pequenos conflitos e empurra empurra. Quando era necessário ir ao banheiro ou comprar algo, você perdia seu assento. 

Revista e Validação 

As filas não foram respeitadas, causando um pequeno tumulto nos portões e, não bastasse o transtorno de esperar por muito tempo e ver outras pessoas furando sua vez, não havia validação digital de ingresso, por QR Code ou Código de Barras. 

Um dos torcedores comentou “Os ‘cara’ (organização do evento) não conseguiram carregar um QR Code, p#*&$”.

Os responsáveis pediam apenas que os torcedores se identificassem por RG, possibilitando a entrada de muitas pessoas com ingressos falsos, já que o ingresso impresso em papel pode ser facilmente falsificado, o que foi denunciado por torcedores ao DC. 

Ao ultrapassar os portões, você se deparava com um esquema de revistas, procedimento padrão para grandes eventos, e que busca garantir a segurança dos torcedores. 

No entanto, o que foi percebido era uma encenação de revista, apenas movendo os braços ao redor do torcedor, e sem a utilização de nenhum equipamento detector de metais, facilitando a entrada de objetos não permitidos, caso alguém estivesse portando. 

O governo do Amazonas encaminhou policiais militares e bombeiros militares, além de agentes do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC) para ajudar no suporte a segurança das imediações. 

Ainda assim, torcedores reclamaram do número de militares a redor do evento. 

“Vale ressaltar que, o jogo entre Amazonas FC e Botafogo-PB se tratava de um evento privado, dessa forma, as regras sobre venda de ingressos, entrada de torcedores, organização interna e segurança dentro da arena eram de responsabilidade dos organizadores do evento”.

O governo ainda informou que por se tratar de um evento privado, a revista dos torcedores era de responsabilidade do clube organizador.

Nós entramos em contato com o Amazonas FC para falar sobre a segurança e revista no estádio, mas até o fechamento da matéria não obtivemos retorno.

No items found.
Matérias relacionadas
Matérias relacionadas